Paralisia Facial Periférica

O que é a Paralisia Facial Periférica?

A Paralisia Facial Periférica (P.F.P.), pode também tomar o nome de Idiopática ou de Bell.

Tem por origem a afecção do nervo facial superior e do inferior.

Resulta numa paralisia flácida de todos os músculos da face do lado da lesão, a face apresenta assimetria tanto em repouso como durante a tentativa de movimento voluntário. Apresenta uma incidência igual entre Homens e Mulheres, de qualquer idade.

Causas Possíveis:

A P.F.P., apresenta um alargado leque de etiologias: mudanças de temperatura; por inflamação; vírus; infecções; causas traumáticas; entre outras.

Problemas Associados:

– Tendência para as mucosas (lábios e olhos) permanecerem secas / desidratadas.

– Audição (diminuição; dor, “zumbido” ou “apito” no ouvido).

– Visão (sensação de névoa, dor no olho, tendência para lacrimejar).

– Comunicação (dificuldade em articular as palavras e sons especialmente vogais).

– Mastigação (dificuldade em mastigar e enrolar a língua).

– Contenção de líquidos (dificuldade ou incapacidade em conter os líquidos e saliva dentro da boca).

– Sentido gustativo (diminuição ou ausência)

– Alteração das sensibilidades (dolorosa, térmica e táctil na hemiface afectada).

– Dor atrás da orelha.

– Alterações da simetria facial em repouso ou movimento.

– Perturbações emocionais decorrentes da condição (depressão, irritação, tristeza).

Como é tratada a Paralisia Facial?

Tratamento Terapêutico Clássico:

  • Medicamentoso.
  • Fisioterapia.

Tratamento Cirúrgico (só em último caso):

  • Descompressão cirúrgica do nervo facial.
  • Nervectomia facial.

Conselhos para os pacientes

– Mastigar para o lado afectado;

– Articular bem as palavras;

– Proteger o olho afectado (óculos escuros);

– Limpar e humidificar os olhos (com soro fisiológico);

– Beber líquidos por uma palhinha;

– Assobiar, soprar, piscar os olhos, bochechar com água;

– Realizar Fisioterapia;

Pubalgia na prática do Golfe

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A pubalgia é a expressão de sintomas localizados no nível do púbis, com irradiações dolorosas em direcção aos adutores, aos abdominais e às arcadas crurais.

Essas irradiações não são constantes, de acordo com a gravidade da pubalgia.

O golfe apresenta um gesto que dissocia a mobilidade dos ramos pubianos.

As influências que vêm do braço e as que vêm do apoio ao solo estão em contradição no nível da bacia.

O jogador de golfe deverá ter uma boa mobilidade da cintura escapular e da bacia para manter um movimento fluido e fácil, prevenindo-se, assim, de toda a sobrecarga no púbis.

A pubalgia é muito menos frequente no golfe do que no ténis, no futebol ou no rugby. Por outro lado, o jogador de golfe deverá cuidar da articulação dorsolombar para evitar nevralgias dos nervos abdominogenitais.

Nesse caso, o jogador apresentará dor no nível do baixo ventre, da virilha e algumas vezes dos testículos.

A simples liberação da coluna vertebral será a solução dessa patologia em curto espaço de tempo. Para estabilizar este problema, que tem característica reicidivante, será necessário o tratamento pelas cadeias musculares.

Frequentemente, questiona-se se o golfe é bom para a coluna vertebral. A resposta é simples: sim. O movimento do golfe é o mais natural, pelo menos para a coluna vertebral, porque é um movimento sinuisoidal.

Por outro lado, a prática do golfe coloca em evidência as colunas que têm fraca mobilidade e que necessitam de um tratamento, tanto para obter a fluidez do gesto como o conforto físico.

O golfe, nesses casos, é um revelador, e não um agressor, como ele é frequentemente considerado.

Fontes de pesquisa:

Busquet, L. (2001). Les Chaînes Musculaires Tome III – La Pubalgie. (pp. 111 – 113). Paris: Éditions Frison-Roche.

Cinesioterapia Respiratória (Fisioterapia Respiratória)

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Estes últimos anos, especialmente pela razão do aparecimento de numerosas resistências bacterianas e pelas mensagens alarmistas relativas às cada vez mais numerosas prescrições abusivas de antibióticos em medicina geral e hospitalar. Lembramos que em numerosos casos, a fisioterapia pode representar uma alternativa ao uso de determinados medicamentos.     

 

A fisioterapia respiratória, ainda denominada pelos médicos por Cinesioterapia Respiratória, é aplicada em todas as idades, sendo que devido às particularidades do seu aparelho respiratório, as crianças e bebés estão mais expostas a infecções respiratórias, que podem ter consequências graves para a função respiratória.

 

 

Diversas são as etiologias responsáveis pela acumulação de secreções. Nas crianças a fisioterapia respiratória aplica-se principalmente nas seguintes patologias: Bronquiolite, Bronquite, Fibrose quística, Síndrome de imobilidade ciliar, Pneumonia, Atelectasias, Pneumopatia, Infecções respiratórias, Rinite alérgica, Sinusite, Bronquiectasias e Asma Brônquica.

 

 

A fisioterapia respiratória visa a libertação das secreções que causa a obstrução das vias aéreas centrais e periféricas e a promoção da função respiratória normal de forma eficaz.

 

A desobstrução depende fundamentalmente de 5 etapas que por sua vez são interdependentes umas das outras: desobstrução nasal, fluidificação das secreções, mobilização e progressão das secreções, mobilização do tórax e expulsão.

 

 

O objectivo do fisioterapeuta é restituir a ventilação à área comprometida.

 

Em pediatria, as bases das técnicas de fisioterapia estão muito próximas às empregadas para os adultos. A diferença importante situa-se na adaptação da idade mental e física do paciente.

 

Conforme a idade, utilizam-se técnicas empregadas em neonatologia ou as utilizadas para o adulto. Entretanto, a problemática é diferente por três motivos:

– comportamento mecânico específico do sistema toracopulmonar da criança;

– técnicas necessariamente passivas devidas à não-cooperação associada à idade;

– necessidade de uso precoce das técnicas devido às possíveis repercussões sobre a função pulmonar.

 

Em geral, são utilizados:

– aerosóis;

– ventilação dirigida e controlada: Expiração Lenta e Prolongada;

– pressões vibrações associadas ou não a uma aceleração passiva do fluxo expiratório;

– técnicas de tosse provocada ou voluntária. O choro da criança facilita a subida de mucos e provoca uma tosse eficaz;

– técnicas de evacuação: aspiração por via bucal e nasal;

 

O fisioterapeuta controla ainda a aplicação de uma boa higiene respiratória:

– supressão dos irritantes respiratórios (fumo) e da poluição ao redor da criança;

– higiene corporal perfeita da criança;

– evitar mudanças de temperatura.

Cadeias Musculares de L. Busquet (Cadeias Fisiológicas)

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As Cadeias Musculares baseam-se em três princípios: equilíbrio, economia e conforto. O Osteopata e Fisioterapeuta Francês Leopold Busquet seguiu o trabalho da Dra Françoise Mézières para criar o método Cadeias Musculares, mais tarde alterando para Cadeias Fisiológicas.
As cadeias musculares representam circuitos anatómicos através dos quais se propagam forças organizadas do corpo. A técnica permite compreender melhor a lógica das disfunções e a origem das dores e deformidades. Procura libertar bloqueios articulares, aderências, contracturas musculares e encurtamentos neurais. Procura também reequilibrar as tensões internas através de manobras viscerais.
O exame ao paciente é muito aprofundado, sendo feita não só da cabeça aos pés, mas igualmente à superfície (a pele) e profundidade por uma palpação minuciosa e testes de mobilidade.

Para além de uma avaliação precisa, a originalidade deste exame será colocar em evidência a lógica das deformidades ou das disfunções. Na realidade são respostas inconscientes mas coerente e inteligente do paciente para um problema físico ou psicológico.
O tratamento é analítico (liberação de zonas chaves) e global para re-harmonizar a fisiologia das cadeias musculares.
As técnicas utilizadas são essencialmente técnicas de relaxamento e alongamentos completadas por outras técnicas de terapia manual.

O Nosso objectivo sobre o plano muscular, articular, visceral e craniano é unicamente de recriar um equilíbrio de tensões para que a fisiologia seja respeitada.
São utilizadas manipulações osteopáticas, técnicas de estiramento, mobilização neural e técnicas reflexas do tecido conjuntivo para reequilibrar o local afectado. Por fim, são empregadas posturas globais para harmonizar a fisiologia muscular.
Este método é indicado a uma grande variedade de pessoas:
· Recém-nascidos após pressão do parto;
· Crianças e adolescentes que apresentam deformidades (pés, joelhos, escolioses, dores e alterações de crescimento, desequilíbrio crânio-mandibulares).
· Atletas para melhorar os gestos desportivos e performance de seu aparelho locomotor;
· Pessoas activas ou sedentárias, idosas afim de prevenir ou atenuar as disfunções físicas, orgânicas assim como os efeitos de processo degenerativos como a artrose, etc.

Reeducação Postural Global (RPG)

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Reeducação Postural Global, conhecida pelas suas iniciais RPG, é um método criado e desenvolvido pelo francês Philippe Emmanuel Souchard. Nasceu da sua obra “Campo Fechado” publicada em 1981, em França, depois de 15 anos de pesquisa no domínio da biomecânica. Philippe Souchard viaja por todo o mundo ensinando a sua técnica para milhares de fisioterapeutas. Na Lisboa Physio a técnica é aplicada desde sempre, sendo uma técnica de eleição pelos nossos fisioterapeutas.

O tratamento consiste em terapia manual em posturas direcionadas para reorganização dos segmentos do corpo humano, permitindo a reorganização e o reequilíbrio dos músculos que suportam a postura. Identifica e alonga os músculos considerados responsáveis pela alteração postural.

DIFERENÇA ENTRE O RPG E OS MÉTODOS CONVENCIONAIS

Uma das diferenças do método está relacionado com o facto de tratar o indivíduo, não à doença. Como cada pessoa reage de forma diferente a um determinado problema, a maneira de combatê-lo deve ser personalizada. O tratamento com RPG pode ser utilizado em grande parte das patologias ou disfunções do sistema neuromusculoesquelético, agudas ou crónicas, com ou sem sintomas. Consiste em exercícios práticos para evitar e aliviar os diversos tipos de dores com movimentos que ajudam a alongar a musculatura e contribuem para dar mais forma ao corpo. Uma postura correcta ajuda até na diminuição da incômoda “barriguinha”, pois corrigindo a postura, a barriga diminui. Há posturas variadas que vão desde sentada no chão, deitada e até mesmo em pé.

Pode ser indicado a indivíduos de todas as idades, tanto para prevenir as eventuais consequências da má postura, como no caso de jovens e crianças, como para combater as dores ocasionadas por problemas morfológicos, articulares, traumáticos, respiratórios e desportivos.

Diversas patologias podem ser tratadas com RPG como: dores lombares, dorsais, cervicais, lesões por esforço repetitivo (LER), escolioses e outras deformidades da coluna, dores nos pés e mãos, hérnias de disco, torcicolos, além de proteger contra processos degenerativos articulares. Pode ser aplicada no tratamento de doenças reumatológicas (artrite, artrose, bursite, tendinite) e até oculares (estrabismo).

FUNDAMENTOS O RPG

A técnica de RPG é original, mas fundamenta-se em três princípios já reconhecidos:

Individualidade: ninguém sofre da mesma forma, cada pessoa é única e reage de maneira diferente, não sendo indicado nenhum tratamento padrão por sintoma ou idade;

Causalidade: A verdadeira causa do problema pode estar distante do seu sintoma, não se devendo tratar apenas o local da dor;

Globalidade: tratamento do corpo humano como um todo, sendo um trabalho corporal activo levando em conta oito posições que colocam o corpo todo em estiramento para que sejam verificadas quais as tensões que estão relacionadas com o problema.

O RPG deve ser aplicada por um fisioterapeuta com a formação específica em RPG Souchard, ou seja, que participou no curso ministrado por Philippe Souchard. O tratamento consiste em consultas de 1 a 2 vezes por semana na clínica com cerca de 1 hora de duração de acordo com a necessidade a ser avaliada pelo fisioterapeuta. Logo na primeira sessão o Fisioterapeuta terá uma ideia do tempo estimado da duração dos tratamentos.