Reforço Muscular para “tratar” dor!

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É muito frequente, e até por aconselhamento médico, chegar-nos alguém a fazer o seguinte comentário: “Eu sofro da coluna, preciso de fazer um reforço muscular!”

No exame a estes pacientes, que muitas vezes são atletas, encontramos os músculos paravertebrais contracturados, porque não param de fazer o seu trabalho. Quando um músculo não pára de trabalhar, onde existe uma contração muscular constante, ele cria fibrose e vai achatar-se, para ser transformado em estruturas rígidas que respondem melhor a este trabalho constante. Para tratar estes músculos é necessário retirar as causas que provocam essa tensão muscular. Em 2º lugar, é necessário devolver o comprimento a tais cadeias musculares a fim de “desparasitá-las” das forças que estão a ser impressas sobre a coluna. É importante para o músculo conservar a sua capacidade de contração e a sua capacidade de alongamento (o músculo é um elástico vivo). Da alternância dos dois participam a qualidade e o volume do músculo. Em 3º lugar, é necessário devolver o ritmo à musculatura paravertebral para que ela tenha uma boa proprioceptividade na estática e na dinâmica (quando estamos parados e quando estamos a movimentar-nos). Este trabalho não deve ser descurado. As posturas de alongamento e as técnicas de inibição permitem devolver um bom equilíbrio muscular, mas é necessário que a musculatura profunda encontre a sua verdadeira vocação: cada fascículo monoarticular deve encontrar a mesma independência, ou seja o mesmo desembaraço que “os dedos de um pianista sobre o teclado vertebral”.
As mãos de um pianista não são feitas para transportar um piano, assim como os músculos paravertebrais não são feitos para movimentar a coluna mas sim para corrigir constantemente e reequilibrar os deslocamentos vertebrais. É assim muito importante compreender que esta musculatura deve estar devidamente relaxada enquanto os músculos do plano médio e superficial fazem os movimentos. Os músculos paravertebrais estão atentos e tem como objectivo corrigir os movimentos e o equilíbrio. A sua função é qualitativa e não quantitativa. A musculação não é para eles, não tenham jamais a triste ideia de dizer a um pianista para fazer musculação para as mãos.

Cadeias Musculares

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As Cadeias Musculares baseam-se em três princípios: equilíbrio, economia e conforto. Leopold Busquet (França) aproveitou os ensinamentos da Dra Françoise Mézières para criar o método Cadeias Musculares.

As cadeias musculares representam circuitos anatómicos através dos quais se propagam forças organizadas do corpo. A técnica permite compreender melhor a lógica das disfunções e a origem das dores e deformidades. Visa libertar bloqueios articulares, aderências, contracturas musculares e encurtamentos neurais. Procura também reequilibrar as tensões internas através de manobras viscerais.

O exame ao paciente é muito aprofundado, sendo feita não só da cabeça aos pés, mas igualmente à superfície (a pele) e profundidade por uma palpação minuciosa e testes de mobilidade. Para além de uma avaliação precisa, a originalidade deste exame será colocar em evidência a lógica das deformidades ou das disfunções. Na realidade são respostas inconscientes mas coerente e inteligente do paciente para um problema físico ou psicológico.

O tratamento é analítico (liberação de zonas chaves) e global para re-harmonizar a fisiologia das cadeias musculares.

As técnicas utilizadas são essencialmente técnicas de relaxamento e alongamentos completadas por outras técnicas de terapia manual. O Nosso objectivo sobre o plano muscular, articular, visceral e craniano é unicamente de recriar um equilíbrio de tensões para que a fisiologia seja respeitada.

São utilizadas manipulações osteopáticas, técnicas de estiramento, mobilização neural e técnicas reflexas do tecido conjuntivo para reequilibrar o local afectado. Por fim, são empregadas posturas globais para harmonizar a fisiologia muscular.

 

Este método é indicado a uma grande variedade de pessoas:

·         Recém-nascidos após pressão do parto;

·         Crianças e adolescentes que apresentam deformidades (pés, joelhos, escolioses, dores e alterações de crescimento, desequilíbrio crânio-mandibulares).

·         Atletas para melhorar os gestos desportivos e performance de seu aparelho locomotor;

·         Pessoas activas e sedentárias, idosas afim de prevenir ou atenuar as disfunções físicas, orgânicas assim como os efeitos de processo degenerativos como a artrose, etc.