Cinesioterapia Respiratória (Fisioterapia Respiratória)

fibrose11

Estes últimos anos, especialmente pela razão do aparecimento de numerosas resistências bacterianas e pelas mensagens alarmistas relativas às cada vez mais numerosas prescrições abusivas de antibióticos em medicina geral e hospitalar. Lembramos que em numerosos casos, a fisioterapia pode representar uma alternativa ao uso de determinados medicamentos.     

 

A fisioterapia respiratória, ainda denominada pelos médicos por Cinesioterapia Respiratória, é aplicada em todas as idades, sendo que devido às particularidades do seu aparelho respiratório, as crianças e bebés estão mais expostas a infecções respiratórias, que podem ter consequências graves para a função respiratória.

 

 

Diversas são as etiologias responsáveis pela acumulação de secreções. Nas crianças a fisioterapia respiratória aplica-se principalmente nas seguintes patologias: Bronquiolite, Bronquite, Fibrose quística, Síndrome de imobilidade ciliar, Pneumonia, Atelectasias, Pneumopatia, Infecções respiratórias, Rinite alérgica, Sinusite, Bronquiectasias e Asma Brônquica.

 

 

A fisioterapia respiratória visa a libertação das secreções que causa a obstrução das vias aéreas centrais e periféricas e a promoção da função respiratória normal de forma eficaz.

 

A desobstrução depende fundamentalmente de 5 etapas que por sua vez são interdependentes umas das outras: desobstrução nasal, fluidificação das secreções, mobilização e progressão das secreções, mobilização do tórax e expulsão.

 

 

O objectivo do fisioterapeuta é restituir a ventilação à área comprometida.

 

Em pediatria, as bases das técnicas de fisioterapia estão muito próximas às empregadas para os adultos. A diferença importante situa-se na adaptação da idade mental e física do paciente.

 

Conforme a idade, utilizam-se técnicas empregadas em neonatologia ou as utilizadas para o adulto. Entretanto, a problemática é diferente por três motivos:

– comportamento mecânico específico do sistema toracopulmonar da criança;

– técnicas necessariamente passivas devidas à não-cooperação associada à idade;

– necessidade de uso precoce das técnicas devido às possíveis repercussões sobre a função pulmonar.

 

Em geral, são utilizados:

– aerosóis;

– ventilação dirigida e controlada: Expiração Lenta e Prolongada;

– pressões vibrações associadas ou não a uma aceleração passiva do fluxo expiratório;

– técnicas de tosse provocada ou voluntária. O choro da criança facilita a subida de mucos e provoca uma tosse eficaz;

– técnicas de evacuação: aspiração por via bucal e nasal;

 

O fisioterapeuta controla ainda a aplicação de uma boa higiene respiratória:

– supressão dos irritantes respiratórios (fumo) e da poluição ao redor da criança;

– higiene corporal perfeita da criança;

– evitar mudanças de temperatura.

Método de Feldenkrais

Método Feldenkrais – auto-educação pelo movimento

feldenkrais
Moshé Pinhas Feldenkrais foi o criador do Método Feldenkrais, uma disciplina que pretende melhorar a utilização do corpo que cada um faz, através do aumento da auto-consciência no movimento, numa perspectiva de auto-educação.

Personalidade multifacetada, com um percurso interessantíssimo, nasceu em 1904, na actual Ucrânia, numa família judaica. Foi dos primeiros colonos de Israel, em 1918. Conheceu Jigoro Kano e foi um dos primeiros europeus a obter um cinto negro em Judo.

Desenvolveu o seu método na sequência de uma lesão num joelho, que segundo os médicos, não era tratável.

A dinâmica da acção pessoal

Cada ser move-se, sente, pensa e fala da maneira que lhe é própria e que corresponde à imagem que de si construiu ao longo da sua existência.

Para alterar o tipo e a forma do seu comportamento, é necessário que ele altere a imagem de si próprio que traz consigo.

Naturalmente, isso não significa substituir uma reacção por outra, mas antes alterar a dinâmica das suas reacções. A noção de “dinâmica” deve aqui ser lida no sentido mecânico, da mesma forma como a ciência da movimentação de objectos sob a influência de forças, relaciona-se com o conceito de gravidade. Toda e qualquer reacção dela fazendo parte dessa dinâmica. …

Uma semelhante alteração na dinâmica da nossa forma de agir equivale a uma  alteração na natureza das nossas motivações, assim como à mobilização de todas as partes do nosso corpo interessadas nessa mesma alteração.

A forma como se dão essas alterações marca as diferenças entre indivíduos, diferenças que podemos apreciar quando observamos duas pessoas a fazer a mesma coisa. Duas escritas, duas formas de expressão, podem ser semelhantes, mas não serão nunca iguais.

Agir não significa saber

Que alguém faça algo não significa que saiba, nem mesmo superficialmente, o que fez, ou como o fez. Se ele tentar aperceber-se da sua acção, isto é, de a analizar atentamente nos seus infímos pormenores,  não tardará a dar-se conta de que mesmo a mais simples e a mais comum das acções, tal como levantar-se de uma cadeira, é um mistério, e que não faz absolutamente nenhuma idéia de como isto, é feito.

Contrai os músculos da barriga e das costas ?
Contrai primeiro as pernas ou inclina primeiro a parte superior do corpo?
O que fazem os olhos, e o que faz a cabeça ?

É fácil perceber que não sabe o que faz para conseguir levantar-se de uma cadeira, ao ponte de chegar mesmo a deixar de saber como fazê-lo. Aí chegado, pouco resta a fazer, ele não tem outra escolha senão voltar ao método normal, que é dar ordem para levantar e deixar que as suas partes especializadas executem a acção como quiserem – isto é, de acordo com a rotina.

O que concluir? Que o auto-conhecimento não se adquire sem um esforço considerável, e que essa aprendizagem pode mesmo pertubar a execução de certas acções. O pensamento e o intelecto, que reconhecem e que sabem, são inimigos dos actos automáticos e habituais. É bem conhecida a história da centopéia que ficou incapaz de se mover depois que lhe perguntaram a ordem em que ela movia as patas”

Videos:

Ginástica Abdominal Hipopressiva

 gah

Como surgiu?

As primeiras técnicas hipopressivas foram criadas em 1980 pelo doutor Marcel Caufriez, que posteriormente a uma pesquisa clínica experimental (Hôpital Universitaire Erasme) e a uma pesquisa fundamental de neurofisiologia (Laboratoire de physiologie environnemental et occupationnelle de la Communauté Française de Belgique), criou um novo método de ginástica, denominado por Ginástica Abdominal Hipopressiva (GAH).

Do que se trata?

A ginástica abdominal hipopressiva consiste numa classe de ginástica composta por exercícios posturais. As técnicas hipopressivas são baseadas na manutenção de uma determinada postura durante um determinado tempo, provocando de imediato uma queda da pressão intra-abdominal e intra-torácica e uma modificação do esquema corporal.

Como é realizada?

A GAH é realizada a um ritmo lento de respiração livre, com a manutenção de cada postura durante pelo menos 25 segundos, de preferência, em apneia expiratória (permitindo assim um melhor relaxamento do diafragma). É uma ginástica composta por 8 tipos de posturas e vários exercícios em cada uma destas.

Quais os objectivos?

Tonificar o pavimento pélvico e a parede abdominal;

Normalizar as tensões dos músculos anti-gravíticos e parietais implicados no equilíbrio postural.

Destinatários

Pessoas, de ambos os sexos, com as seguintes patologias/sintomatologias: Lombalgias, dorsalgias,                    cervicalgias e escolioses; Síndrome de Desarmonia Corporal (estética abdominal); Prevenção de problemas               pós-parto; Dor abdominal; Incontinência urinária de esforço; Obstipação; Disfunção eréctil funcional; Entre           muitas outras.

http://www.tral.net/multimedia/trabajosddtg/Abdominalhipopresiva.pdf

Microkinesitherapie

microkine2    microsimb

A Microkinesioterapia é uma técnica de tratamento efectuada com as mãos, que consiste na rearmonização dos tecidos corporais.

O “diagnóstico” efectua-se por micro palpação, permitindo encontrar facilmente os tecidos disfuncionais, ou seja, aqueles que são portadores duma sequela patológica instalada na sequência duma agressão.

Com efeito, todas as agressões disparam automaticamente os mecanismos auto correctores empregues na supressão das consequências dessa mesma agressão. (consolidação após fractura; anticorpos após antigenes; etc.)

Em certos casos estes mecanismos não funcionaram, não conseguindo assim suprimir as consequências das agressões. Os tecidos são agora portadores das marcas dessas sequelas patológicas e apresentam-se em disfunção. É sobre esses tecidos que a Microkinesioterapia vai agir reproduzindo-se segundo os princípios Homeopáticos, quer dizer duma maneira concordante e mínima. A agressão primitiva vai pôr em marcha os mecanismos de auto-corecção defeituosos que não tiverem funcionado, isto mesmo dezenas de anos mais tarde.

O estudo faz-se a partir de lesões traumáticas que são as mais fáceis de encontrar, de corrigir e também de corrigir experimentalmente. Isto facilita muito a aprendizagem da sua procura. Estas correcções permitem resolver a maioria das sequelas dolorosas.

As lesões inscritas nos circuitos nervosos são abordadas com as correcções similares. As agressões infecciosas, tóxicas e obstrutivas são estudadas aquando dos aperfeiçoamentos, assim como a patogenesias que permitem controlar e eliminar tanto as sequelas das toxinas, como as emoções conscientes ou inconscientes surgidas e produzidas. O fio condutor desta leitura é a lei da evolução tal como se apresenta na embriologia, na filogenese ou na biogenese. Esta técnica permite efectuar um plano de tratamento em Microkinesioterapia quer de um ponto de vista curativo quer preventivo.
microkinesi          microkinesi2

Para mais informação pode consultar o site: http://www.microkinesiotherapie.com

– Reportagem Brasileira sobre a Microkinesitherapie:

( http://www.youtube.com/watch?v=pID7ptLnUu8 )

( http://www.youtube.com/watch?v=CqLH4NZSsdo )

( http://www.youtube.com/watch?v=CRyowsfYDaM )

Cadeias Musculares

10628051_551538688311393_2995796568553014192_n

As Cadeias Musculares baseam-se em três princípios: equilíbrio, economia e conforto. Leopold Busquet (França) aproveitou os ensinamentos da Dra Françoise Mézières para criar o método Cadeias Musculares.

As cadeias musculares representam circuitos anatómicos através dos quais se propagam forças organizadas do corpo. A técnica permite compreender melhor a lógica das disfunções e a origem das dores e deformidades. Visa libertar bloqueios articulares, aderências, contracturas musculares e encurtamentos neurais. Procura também reequilibrar as tensões internas através de manobras viscerais.

O exame ao paciente é muito aprofundado, sendo feita não só da cabeça aos pés, mas igualmente à superfície (a pele) e profundidade por uma palpação minuciosa e testes de mobilidade. Para além de uma avaliação precisa, a originalidade deste exame será colocar em evidência a lógica das deformidades ou das disfunções. Na realidade são respostas inconscientes mas coerente e inteligente do paciente para um problema físico ou psicológico.

O tratamento é analítico (liberação de zonas chaves) e global para re-harmonizar a fisiologia das cadeias musculares.

As técnicas utilizadas são essencialmente técnicas de relaxamento e alongamentos completadas por outras técnicas de terapia manual. O Nosso objectivo sobre o plano muscular, articular, visceral e craniano é unicamente de recriar um equilíbrio de tensões para que a fisiologia seja respeitada.

São utilizadas manipulações osteopáticas, técnicas de estiramento, mobilização neural e técnicas reflexas do tecido conjuntivo para reequilibrar o local afectado. Por fim, são empregadas posturas globais para harmonizar a fisiologia muscular.

 

Este método é indicado a uma grande variedade de pessoas:

·         Recém-nascidos após pressão do parto;

·         Crianças e adolescentes que apresentam deformidades (pés, joelhos, escolioses, dores e alterações de crescimento, desequilíbrio crânio-mandibulares).

·         Atletas para melhorar os gestos desportivos e performance de seu aparelho locomotor;

·         Pessoas activas e sedentárias, idosas afim de prevenir ou atenuar as disfunções físicas, orgânicas assim como os efeitos de processo degenerativos como a artrose, etc.

Reeducação Postural Global

rpg11

A Reeducação Postural Global, ou RPG, foi criada na França, pelo fisioterapeuta Phillipe Souchard. A técnica considera sistemas musculares e esqueléticos como um todo e procura tratar de forma individualizada, músculos que são de estruturas diferentes (músculos dinâmicos e estáticos). A musculatura posterior ou estática está sempre contraída para a manutenção da postura e pronta para entrar em acção. Já os músculos dinâmicos que são responsáveis pelo movimento activo entram em estado de relaxamento quando não estão a ser utilizados. Os músculos estáticos em estado patológico retraem-se ou encurtam-se, manifestando-se pelo aparecimento dos desvios posturais. Os desvios posturais podem ter inúmeras causas, tais como: maus hábitos posturais ou profissionais, alterações congénitas ou adquiridas, factores emocionais; mas seja qual for a causa, o desvio será fixado pela retracção das estruturas relacionadas aos músculos estáticos, que são agrupados num conjunto normalmente chamado de cadeias musculares. Podemos pensar no nosso corpo como um quebra-cabeças, em que, se uma peça está fora do lugar, todo o conjunto se desequilibra. Assim, quando alguma parte do corpo dói ou está muito tensa, todo o conjunto reage para compensar e algumas peças acabam se contrair.

Tratamento

O tratamento com RPG é realizado através de posturas estáticas, com o objectivo de actuar neste conjunto de cadeias musculares, de modo que os músculos estáticos sejam alongados, enquanto que os dinâmicos devem ser contraídos. Partindo da consequência até a causa do problema, procurando reencontrar a boa morfologia corporal e solucionando os problemas relacionados a esta.

Problemas que podem ser tratados com a RPG

Escolioses; Hiperlordose; Hipercifose; Hérnia discal; Torcicolo; Lombalgias; Cervicalgias; Artroses; Bursites e Tendinites; Asma e Bronquites; Joelho Varo e Valgo; Pé Plano e Cavo; Dores Musculares; Stress; Enxaquecas;

Síndrome de Desarmonia Corporal

Entre muitos outros.