Tendinite

Tendinite é o nome utilizado para classificar a inflamação de um tendão ou da sua bainha envolvente. As mais comuns são a tendinite da coifa dos rotadores (ombro), epicondilite (cotovelo), tendinite do punho, tendinite aquiliana (tornozelo) e a tendinite rotuliana (joelho).

Os sintomas podem variar de dor e rigidez local, a uma sensação de queimadura em torno da articulação afectada pela inflamação do tendão. Algumas pessoas apresentam ainda edema (aumento de volume – inchaço), associado a um aumento da temperatura local e a eritema (vermelhidão). Quando prolongada no tempo, uma tendinite pode desencadear outros tipos de lesões, como a ruptura total do tendão, e ainda microlesões nas estruturas que rodeiam o tendão.

 Normalmente, uma tendinite piora depois de realizar esforços excessivos, movimentos repetitivos e más posturas, sendo que é comum surgir rigidez muscular em resposta à “agressão” que o tendão sofreu nessas actividades.

 Quando esta condição limita as tarefas diárias, perturba o sono e põe em risco o desempenho profissional, significa que a lesão evoluiu negativamente e o prognóstico de tratamento é mais reservado.

 A Fisioterapia é a solução para lhe promover mais conforto e saúde, uma vez que não só aborda as alterações químicas (decorrentes da inflamação), utilizando meios electrofísicos, como também reeduca o comportamento mecânico do tendão, aliviando o stress a que este é submetido durante o movimento. Deste modo, poderá obter uma acção dupla: tratar o sintoma e tratar a causa!

 Saiba que, se não tratar a tendinite a tempo, está a fomentar uma condição crónica, que tende a piorar ao longo da vida. É que os anti-inflamatórios só lhe aliviam a dor, a causa continuará…

Regresso às aulas e a coluna vertebral

criança dorNesta época que se avizinha, na qual a preocupação está em preparar as crianças e jovens para o ano lectivo que se avizinha. Na idade do maior desenvolvimento, os pais e restantes educadores devem analisar cuidadosamente a saúde postural que os alunos adoptam, quer durante o estudo, quer no trajecto casa-escola. Podemos alertar para alguns factores essenciais para o crescimento saudável dos seus filhos: – O peso da mochila não deverá ser superior a 10% do peso da criança. Escolha um formato com abas largas e reguláveis, sempre de forma a não ficar demasiado baixa relativamente ao tronco. Não esqueça de incentivar o transporte da mochila com o peso em ambos os ombros ou, caso se trate de um trolley, este deverá ser empurrado com ambos os membros superiores, evitando assimetrias. – A secretária de estudo deve estar adequada em altura, assim como a cadeira, permitindo o apoio da região lombar, com as ancas e joelhos flectidos a 90º, apoio dos pés no solo sem cruzar as pernas e com os livros e o computador localizados centralmente, para evitar posturas erradas (ex.: rotações do tronco, flexão da coluna vertebral). – Evite que o seu filho leia deitado ou noutra posição que não a referida acima. Sempre que a posição seja mantida por períodos de tempo longos, desenvolvem-se alterações microestruturais a nível da coluna que são a causa de patologias conhecidas e dolorosas, como as hérnias discais, as luxações vertebrais e as dores raquidianas. A coluna vertebral é sensível aos estímulos dados em todas as fases da vida. Caso considere que o seu filho não segue estas indicações, por mais que as repita, consulte a LisboaPhysio para avaliar a condição postural e determinar a necessidade de realizar tratamentos de Reeducação Postural Global EM TEMPO ÚTIL, ou seja, durante o período de crescimento. Não basta incentivar a natação, como é proposto pela  maioria dos médicos, uma vez que essa actividade se destina à manutenção dos resultados que devem ser obtidos primeiro em gabinete, sendo que não é possível corrigir os problemas já existentes de outra forma . Os hábitos adquiridos na infância transporta-se para a idade adulta e são a primeira causa para os problemas de coluna vertebral, desequilíbrios musculares, dores em repouso e em actividade e ainda para os problemas de inestética que um corpo desalinhado (ex: escolioses, hipercifoses, hiperlordoses , rectificações) provocam. Não espere que o seu filho se queixe com dores: nas crianças, a dor é o último dos sinais de problema postura

Cadeias Musculares de L. Busquet (Cadeias Fisiológicas)

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As Cadeias Musculares baseam-se em três princípios: equilíbrio, economia e conforto. O Osteopata e Fisioterapeuta Francês Leopold Busquet seguiu o trabalho da Dra Françoise Mézières para criar o método Cadeias Musculares, mais tarde alterando para Cadeias Fisiológicas.
As cadeias musculares representam circuitos anatómicos através dos quais se propagam forças organizadas do corpo. A técnica permite compreender melhor a lógica das disfunções e a origem das dores e deformidades. Procura libertar bloqueios articulares, aderências, contracturas musculares e encurtamentos neurais. Procura também reequilibrar as tensões internas através de manobras viscerais.
O exame ao paciente é muito aprofundado, sendo feita não só da cabeça aos pés, mas igualmente à superfície (a pele) e profundidade por uma palpação minuciosa e testes de mobilidade.

Para além de uma avaliação precisa, a originalidade deste exame será colocar em evidência a lógica das deformidades ou das disfunções. Na realidade são respostas inconscientes mas coerente e inteligente do paciente para um problema físico ou psicológico.
O tratamento é analítico (liberação de zonas chaves) e global para re-harmonizar a fisiologia das cadeias musculares.
As técnicas utilizadas são essencialmente técnicas de relaxamento e alongamentos completadas por outras técnicas de terapia manual.

O Nosso objectivo sobre o plano muscular, articular, visceral e craniano é unicamente de recriar um equilíbrio de tensões para que a fisiologia seja respeitada.
São utilizadas manipulações osteopáticas, técnicas de estiramento, mobilização neural e técnicas reflexas do tecido conjuntivo para reequilibrar o local afectado. Por fim, são empregadas posturas globais para harmonizar a fisiologia muscular.
Este método é indicado a uma grande variedade de pessoas:
· Recém-nascidos após pressão do parto;
· Crianças e adolescentes que apresentam deformidades (pés, joelhos, escolioses, dores e alterações de crescimento, desequilíbrio crânio-mandibulares).
· Atletas para melhorar os gestos desportivos e performance de seu aparelho locomotor;
· Pessoas activas ou sedentárias, idosas afim de prevenir ou atenuar as disfunções físicas, orgânicas assim como os efeitos de processo degenerativos como a artrose, etc.