Entorse & Lesão ligamentar

É frequente ver o termo entorse ser aplicado a um tipo de lesão que se caracteriza pela ruptura, estiramento ou alongamento excessivo de um ou vários ligamentos articulares. No entanto, o entorse é apenas o mecanismo (isto é, o tipo de movimento) que provoca a lesão ligamentar. Pode ocorrer em qualquer estrutura articular, sendo que as lesões mais comuns são nos membros inferiores (joelho, tornozelo,…), quando as articulações são submetidas a gestos que as fazem ultrapassar a sua amplitude normal.

A lesão ligamentar pode ser ligeira, moderada ou grave, de acordo com o tipo de entorse. Consoante esta classificação, os sintomas variam de dor ligeira e sem grande dificuldades em andar, até dor intensa, acompanhada de edema (inchaço), derrame, incapacidade ou dificuldade em realizar movimentos ou mesmo um aumento excessivo da mobilidade articular (se a lesão for de ruptura total dos ligamentos).

Caso se trate de uma lesão grave, a situação pode requerer cirurgia. Em casos ligeiros e moderados, a ordem é de repouso selectivo e diminuição dos efeitos inflamatórios, na fase inicial (primeiros 3 a 5 dias).

Logo durante este período, deve procurar fazer Fisioterapia, pois necessitará de levar a cabo uma reabilitação física baseada na diminuição dos sintomas e da incapacidade, assim como na promoção das melhores condições para a formação de novas fibras ligamentares e no fortalecimento muscular para garantir a estabilidade da articulação.

É importante perceber que só com ajuda especializada poderá acelerar a recuperação, assim como evitar futuras lesões, uma vez que uma lesão mal tratada, trará maior propensão a sofrer novos e mais graves episódios de entorse.

Tendinite

Tendinite é o nome utilizado para classificar a inflamação de um tendão ou da sua bainha envolvente. As mais comuns são a tendinite da coifa dos rotadores (ombro), epicondilite (cotovelo), tendinite do punho, tendinite aquiliana (tornozelo) e a tendinite rotuliana (joelho).

Os sintomas podem variar de dor e rigidez local, a uma sensação de queimadura em torno da articulação afectada pela inflamação do tendão. Algumas pessoas apresentam ainda edema (aumento de volume – inchaço), associado a um aumento da temperatura local e a eritema (vermelhidão). Quando prolongada no tempo, uma tendinite pode desencadear outros tipos de lesões, como a ruptura total do tendão, e ainda microlesões nas estruturas que rodeiam o tendão.

 Normalmente, uma tendinite piora depois de realizar esforços excessivos, movimentos repetitivos e más posturas, sendo que é comum surgir rigidez muscular em resposta à “agressão” que o tendão sofreu nessas actividades.

 Quando esta condição limita as tarefas diárias, perturba o sono e põe em risco o desempenho profissional, significa que a lesão evoluiu negativamente e o prognóstico de tratamento é mais reservado.

 A Fisioterapia é a solução para lhe promover mais conforto e saúde, uma vez que não só aborda as alterações químicas (decorrentes da inflamação), utilizando meios electrofísicos, como também reeduca o comportamento mecânico do tendão, aliviando o stress a que este é submetido durante o movimento. Deste modo, poderá obter uma acção dupla: tratar o sintoma e tratar a causa!

 Saiba que, se não tratar a tendinite a tempo, está a fomentar uma condição crónica, que tende a piorar ao longo da vida. É que os anti-inflamatórios só lhe aliviam a dor, a causa continuará…