Terapia da Fala / Terapeuta da Fala

O Terapeuta da Fala e da Linguagem é o profissional responsável pela prevenção, avaliação, tratamento e estudo científico da comunicação humana e das perturbações com ela relacionadas.

Neste contexto, a comunicação humana engloba todos os processos associados com a compreensão e produção da Linguagem oral e escrita, bem como as formas adequadas de comunicação Não-Verbal.

O Terapeuta da Fala pode intervir nas seguintes áreas:

  • Auditiva (interpretação de testes auditivos e, tendo em conta as características do individuo, implementação de uma intervenção utilizando o gesto ou a oralidade)
  • Linguística (as alterações podem ser em diferentes áreas fonologia, morfologia, sintaxe, semântica e pragmática e a existência destas pode fazer com que seja difícil perceber o discurso)
  • Articulatória (detecção das alterações da articulação e alteração de padrões articulatórios incorrectos)
  • Vocal (problemas de voz que provoquem alterações na qualidade da voz do individuo e, consequentemente, na comunicação
  • Motora (avaliação das áreas afectadas e tratamento das mesmas, nomeadamente, treino alimentar, treino do controlo da baba, introdução de sistemas aumentativos/alternativos de comunicação)

Estas alterações podem surgir tanto em crianças como em adultos.

ASSIM…

Se sofreu algum acidente vascular cerebral (AVC/Trombose) ou traumatismo craniano e tem dificuldades em fazer-se compreender e/ou compreender o que lhe dizem; em lembrar-se do nome das coisas ou das pessoas;

Se nota que o seu filho tem dificuldades em aprender a falar, se diz poucas palavras, se há algum som (letra) que ainda não diz, ou se apresenta dificuldades em executar alguma tarefa que lhe é pedida;

Se considera que a sua voz é rouca, que faz muito esforço para falar, se fala ou grita muito e durante muitas horas seguidas;

Se se engasga quando bebe líquidos ou quando come, se não consegue engolir a saliva ou se tem dificuldades em mastigar. …

CONSULTE UM TERAPEUTA DA FALA, pois o seu problema pode ter solução e quanto mais depressa for detectado, menos complicações trará e mais depressa poderá ser solucionado.

Cinesioterapia Respiratória (Fisioterapia Respiratória)

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Estes últimos anos, especialmente pela razão do aparecimento de numerosas resistências bacterianas e pelas mensagens alarmistas relativas às cada vez mais numerosas prescrições abusivas de antibióticos em medicina geral e hospitalar. Lembramos que em numerosos casos, a fisioterapia pode representar uma alternativa ao uso de determinados medicamentos.     

 

A fisioterapia respiratória, ainda denominada pelos médicos por Cinesioterapia Respiratória, é aplicada em todas as idades, sendo que devido às particularidades do seu aparelho respiratório, as crianças e bebés estão mais expostas a infecções respiratórias, que podem ter consequências graves para a função respiratória.

 

 

Diversas são as etiologias responsáveis pela acumulação de secreções. Nas crianças a fisioterapia respiratória aplica-se principalmente nas seguintes patologias: Bronquiolite, Bronquite, Fibrose quística, Síndrome de imobilidade ciliar, Pneumonia, Atelectasias, Pneumopatia, Infecções respiratórias, Rinite alérgica, Sinusite, Bronquiectasias e Asma Brônquica.

 

 

A fisioterapia respiratória visa a libertação das secreções que causa a obstrução das vias aéreas centrais e periféricas e a promoção da função respiratória normal de forma eficaz.

 

A desobstrução depende fundamentalmente de 5 etapas que por sua vez são interdependentes umas das outras: desobstrução nasal, fluidificação das secreções, mobilização e progressão das secreções, mobilização do tórax e expulsão.

 

 

O objectivo do fisioterapeuta é restituir a ventilação à área comprometida.

 

Em pediatria, as bases das técnicas de fisioterapia estão muito próximas às empregadas para os adultos. A diferença importante situa-se na adaptação da idade mental e física do paciente.

 

Conforme a idade, utilizam-se técnicas empregadas em neonatologia ou as utilizadas para o adulto. Entretanto, a problemática é diferente por três motivos:

– comportamento mecânico específico do sistema toracopulmonar da criança;

– técnicas necessariamente passivas devidas à não-cooperação associada à idade;

– necessidade de uso precoce das técnicas devido às possíveis repercussões sobre a função pulmonar.

 

Em geral, são utilizados:

– aerosóis;

– ventilação dirigida e controlada: Expiração Lenta e Prolongada;

– pressões vibrações associadas ou não a uma aceleração passiva do fluxo expiratório;

– técnicas de tosse provocada ou voluntária. O choro da criança facilita a subida de mucos e provoca uma tosse eficaz;

– técnicas de evacuação: aspiração por via bucal e nasal;

 

O fisioterapeuta controla ainda a aplicação de uma boa higiene respiratória:

– supressão dos irritantes respiratórios (fumo) e da poluição ao redor da criança;

– higiene corporal perfeita da criança;

– evitar mudanças de temperatura.

Cadeias Musculares

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As Cadeias Musculares baseam-se em três princípios: equilíbrio, economia e conforto. Leopold Busquet (França) aproveitou os ensinamentos da Dra Françoise Mézières para criar o método Cadeias Musculares.

As cadeias musculares representam circuitos anatómicos através dos quais se propagam forças organizadas do corpo. A técnica permite compreender melhor a lógica das disfunções e a origem das dores e deformidades. Visa libertar bloqueios articulares, aderências, contracturas musculares e encurtamentos neurais. Procura também reequilibrar as tensões internas através de manobras viscerais.

O exame ao paciente é muito aprofundado, sendo feita não só da cabeça aos pés, mas igualmente à superfície (a pele) e profundidade por uma palpação minuciosa e testes de mobilidade. Para além de uma avaliação precisa, a originalidade deste exame será colocar em evidência a lógica das deformidades ou das disfunções. Na realidade são respostas inconscientes mas coerente e inteligente do paciente para um problema físico ou psicológico.

O tratamento é analítico (liberação de zonas chaves) e global para re-harmonizar a fisiologia das cadeias musculares.

As técnicas utilizadas são essencialmente técnicas de relaxamento e alongamentos completadas por outras técnicas de terapia manual. O Nosso objectivo sobre o plano muscular, articular, visceral e craniano é unicamente de recriar um equilíbrio de tensões para que a fisiologia seja respeitada.

São utilizadas manipulações osteopáticas, técnicas de estiramento, mobilização neural e técnicas reflexas do tecido conjuntivo para reequilibrar o local afectado. Por fim, são empregadas posturas globais para harmonizar a fisiologia muscular.

 

Este método é indicado a uma grande variedade de pessoas:

·         Recém-nascidos após pressão do parto;

·         Crianças e adolescentes que apresentam deformidades (pés, joelhos, escolioses, dores e alterações de crescimento, desequilíbrio crânio-mandibulares).

·         Atletas para melhorar os gestos desportivos e performance de seu aparelho locomotor;

·         Pessoas activas e sedentárias, idosas afim de prevenir ou atenuar as disfunções físicas, orgânicas assim como os efeitos de processo degenerativos como a artrose, etc.