Pubalgia na prática do Golfe

191200915153pubalgia

A pubalgia é a expressão de sintomas localizados no nível do púbis, com irradiações dolorosas em direcção aos adutores, aos abdominais e às arcadas crurais.

Essas irradiações não são constantes, de acordo com a gravidade da pubalgia.

O golfe apresenta um gesto que dissocia a mobilidade dos ramos pubianos.

As influências que vêm do braço e as que vêm do apoio ao solo estão em contradição no nível da bacia.

O jogador de golfe deverá ter uma boa mobilidade da cintura escapular e da bacia para manter um movimento fluido e fácil, prevenindo-se, assim, de toda a sobrecarga no púbis.

A pubalgia é muito menos frequente no golfe do que no ténis, no futebol ou no rugby. Por outro lado, o jogador de golfe deverá cuidar da articulação dorsolombar para evitar nevralgias dos nervos abdominogenitais.

Nesse caso, o jogador apresentará dor no nível do baixo ventre, da virilha e algumas vezes dos testículos.

A simples liberação da coluna vertebral será a solução dessa patologia em curto espaço de tempo. Para estabilizar este problema, que tem característica reicidivante, será necessário o tratamento pelas cadeias musculares.

Frequentemente, questiona-se se o golfe é bom para a coluna vertebral. A resposta é simples: sim. O movimento do golfe é o mais natural, pelo menos para a coluna vertebral, porque é um movimento sinuisoidal.

Por outro lado, a prática do golfe coloca em evidência as colunas que têm fraca mobilidade e que necessitam de um tratamento, tanto para obter a fluidez do gesto como o conforto físico.

O golfe, nesses casos, é um revelador, e não um agressor, como ele é frequentemente considerado.

Fontes de pesquisa:

Busquet, L. (2001). Les Chaînes Musculaires Tome III – La Pubalgie. (pp. 111 – 113). Paris: Éditions Frison-Roche.

Cadeias Musculares de L. Busquet (Cadeias Fisiológicas)

10628051_551538688311393_2995796568553014192_n
As Cadeias Musculares baseam-se em três princípios: equilíbrio, economia e conforto. O Osteopata e Fisioterapeuta Francês Leopold Busquet seguiu o trabalho da Dra Françoise Mézières para criar o método Cadeias Musculares, mais tarde alterando para Cadeias Fisiológicas.
As cadeias musculares representam circuitos anatómicos através dos quais se propagam forças organizadas do corpo. A técnica permite compreender melhor a lógica das disfunções e a origem das dores e deformidades. Procura libertar bloqueios articulares, aderências, contracturas musculares e encurtamentos neurais. Procura também reequilibrar as tensões internas através de manobras viscerais.
O exame ao paciente é muito aprofundado, sendo feita não só da cabeça aos pés, mas igualmente à superfície (a pele) e profundidade por uma palpação minuciosa e testes de mobilidade.

Para além de uma avaliação precisa, a originalidade deste exame será colocar em evidência a lógica das deformidades ou das disfunções. Na realidade são respostas inconscientes mas coerente e inteligente do paciente para um problema físico ou psicológico.
O tratamento é analítico (liberação de zonas chaves) e global para re-harmonizar a fisiologia das cadeias musculares.
As técnicas utilizadas são essencialmente técnicas de relaxamento e alongamentos completadas por outras técnicas de terapia manual.

O Nosso objectivo sobre o plano muscular, articular, visceral e craniano é unicamente de recriar um equilíbrio de tensões para que a fisiologia seja respeitada.
São utilizadas manipulações osteopáticas, técnicas de estiramento, mobilização neural e técnicas reflexas do tecido conjuntivo para reequilibrar o local afectado. Por fim, são empregadas posturas globais para harmonizar a fisiologia muscular.
Este método é indicado a uma grande variedade de pessoas:
· Recém-nascidos após pressão do parto;
· Crianças e adolescentes que apresentam deformidades (pés, joelhos, escolioses, dores e alterações de crescimento, desequilíbrio crânio-mandibulares).
· Atletas para melhorar os gestos desportivos e performance de seu aparelho locomotor;
· Pessoas activas ou sedentárias, idosas afim de prevenir ou atenuar as disfunções físicas, orgânicas assim como os efeitos de processo degenerativos como a artrose, etc.