Fisioterapia Dermatofuncional

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Prevenção e tratamento das (dis)funções tegumentares:

  • Acne
  • Xerose cutânea
  • Dermatites
  • Rosácea
  • Olheiras
  • Cicatrizes
  • Queimaduras
  • Flacidez
  • Envelhecimento cutâneo
  • Rugas
  • Estrias
  • Insuficiência venosa/linfática
  • Celulite
  • Gordura localizada
  • Reabilitação em contexto reparador e cirúrgico
  • Mastectomia
  • Cirurgia plástica

Procedimentos disponíveis:

  • Drenagem linfática manual
  • Massagem de tecido conjuntivo
  • Reabilitação postural global (RPG)
  • Eletroestimulação
  • Alta frequência
  • Vacuoterapia
  • Kinesiotaping
  • Peeling US
  • Microdermoabrasão (peeling de diamante)
  • Transdermaterapia
  • Limpeza da pele
  • Peelings químicos superficiais
  • Microagulhamento (Microneedling)

A Escoliose

A coluna vertebral como um todo deve estar alinhada na vertical. Normalmente, quando olhar para alguém de lado, verá três ligeiras curvas – uma no pescoço, uma no tórax e uma na região lombar. Se olhar para essa pessoa de costas a coluna não deve apresentar qualquer curvatura. Se a coluna apresentar uma curvatura para o lado, esta será chamada de escoliose.

Essa curvatura poderá orientar-se para a direita ou para a esquerda e variar em gravidade desde muito leve e quase imperceptível a grave.

A escoliose poderá localizar-se na parte inferior da coluna (a curva lombar), na parte média da coluna (a curva torácica) ou ir desde a parte inferior à superior (a curva toracolombar). Em alguns casos para além da curvatura primária existe outra que é normalmente adquirida como forma de compensação, e faz com que o conjunto apresente uma forma de S.

Estas curvaturas poderão ser classificadas em:

Escoliose funcional ou postural: a coluna é estruturalmente normal, mas parece curvada por causa de outra disfunção, como diferença no comprimento das pernas, ou espasmos musculares nos músculos das costas. A curva é geralmente leve e muda ou desaparece quando a pessoa se inclina para os lados ou para a frente.

Escoliose estrutural: Nestes casos, a curvatura é fixa e não desaparece quando a pessoa muda de posição. Existem diferentes tipos:

Idiopática. Isto significa que a causa não é conhecida. Mais de 8 em cada 10 casos de escoliose são idiopáticos.

Neuromusculares. Isto significa que a curvatura é causada por uma condição que afecta os músculos e nervos das costas. Por exemplo, pode ocorrer em alguns casos de distrofia muscular, poliomielite, paralisia cerebral, ou neurofibromatose. Cada uma dessas condições tem outros sintomas e problemas, para além da escoliose.

Lombar degenerativa. Resultado da degeneração assimétrica da coluna vertebral.

Congénita. Isto significa que a coluna não formou correctamente durante o desenvolvimento do bebé no útero.

A escoliose idiopática é sem dúvida a mais frequente e pode ocorrer em qualquer fase da infância. Não se sabe como ou por que ela se desenvolve. Não é devido à má postura e estudos demonstram que o seu aparecimento não poderá ser evitado. É mais comum durante as fases de crescimento mais rápido, na adolescência, entre os 10-12 para as raparigas e os 11-16 para os rapazes. Cerca de 1 em cada 40 crianças têm algum grau de escoliose. A escoliose leve afecta em igual número rapazes e raparigas. No entanto, a escoliose moderada ou grave, é mais comum em raparigas.

Sinais e sintomas/ Diagnóstico

Na maioria dos casos o aparecimento da escoliose é gradual e indolor.

A escoliose pode causar dor leve e desequilíbrio muscular. Se a escoliose se torna mais severa, pode provocar alterações mais visíveis. Isto ocorre quando a coluna vertebral sofre uma curvatura acentuada para o lado, puxando as inserções musculares, ligamentares e das costelas, fazendo com que:

Se a escoliose for na região torácica, as costelas e omoplata formam uma protuberância num dos lados das costas.

Se a escoliose for na região lombar, provoca uma rotação anterior da pélvis e pode parecer que uma perna é maior que outra.

Se a escoliose se tornar grave e não for tratada, pode causar problemas como por exemplo, dor persistente nas costas e pode desencadear problemas respiratórios ou cardíacos se a deformidade na região torácica for muito grave.

Uma boa avaliação, incluindo uma história clínica, exame da coluna vertebral e exame neurológico são necessários para ajudar ao diagnóstico de uma escoliose. A escoliose é geralmente perceptível quando se abaixa, notando-se que um dos lados do tronco fica mais elevado que o outro. No entanto, muitas vezes uma escoliose de grau leve a moderado pode desenvolver-se sem ser percebida pela criança ou pelos pais. Isso prende-se com o facto de se desenvolver durante a adolescência, em que as crianças se tornam mais auto-conscientes e é mais raro os pais observarem a criança sem roupa, de forma a poder identificar o problema.

A confirmação do diagnóstico pode ser feita através de um raio-X à coluna que irá permitir medir o grau de curvatura.

Para informações sobre o nosso programa de tratamento poderá consultar o seguinte link:

https://lisboaphysio.com/2019/12/19/escoliose-avaliacao-e-tratamento/

Escolioses (Avaliação e Tratamento)

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O nosso Fisioterapeuta Carlos Guerreiro especializou-se no tratamento de patologias e deformidades que afectam a coluna vertebral, incluíndo Escolioses.

Para tal, desenvolveu em 2012 um Programa específico para a correcção de Escolioses, procurando dar o melhor tratamento possível a cada caso.

Consulta

Na 1ª Consulta será feita uma avaliação e investigação do seu caso particular e proposto um programa de tratamento.

A avaliação do paciente consiste no seguinte:

– Anamnese detalhada

– Avaliação Postural nos 4 planos

– Fotografia Postural nos 4 planos

– Testes de Flexibilidade da Coluna Vertebral

– Medição da Escoliose com Escoliómetro

– Medição do Comprimento e de possível dismetrias

– Análise de Exames Complementares de Diagnóstico (RX, TAC, RM,…)

Será ainda realizada a primeira sessão de tratamento.

1ª Fase do Programa

Esta fase do programa é composta por 10 sessões de Fisioterapia Postural com o objectivo de alivio da dor e correcção postural. São utilizados os seguintes métodos e complementos:

– Reeducation Posturale Globale (RPG)

– Chaînes Physiologiques de L. Busquet

– Tracção Manual da Coluna Vertebral

– Orthopaedic Medicine (Cyriax) e Mckenzie;

– Massagem de Relaxamento e Descontracturante

– Electroterapia, Ultasonoterapia e Termoterapia sempre que necessário.

Na última sessão é realizada uma reavaliação para verificar quais os resultados obtidos no tratamento e se é necessário continuar ou alterar o plano de tratamento.

2ª Fase do Programa

Nesta fase do programa será proposto um plano de tratamento com o objectivo de reintegração e reforço muscular ou será realizada uma prescrição de exercícios para realizar em casa ou no ginásio perto do local de residência. São utilizados os seguintes métodos nesta fase:

– Reeducation Posturale Globale (RPG)

– Pilates e Yoga;

– Musculação e Cardio-Fitness;

– Treino Funcional;

– Exercícios de Schroth Method;

Nesta fase, em casos mais severos poderão ainda ser propostas algumas ajudas ortopédicas e/ou terapias complementares, tais como:

– Ortoprotesia (precrição de colete e/ou palmilha correctiva);

– Nutrição e Psicologia.

Golf Medical Classifiers

Portugal tem dois “Golf Medical Classifiers”, Lúcia Lemos e Carlos Guerreiro, Depois das suas presenças no EDGA Medical Seminar nos dias 6 e 7 de Fevereiro de 2015 no Royal Haagsche Golf & Country Club na Holanda e do estágio necessário no EDGA Algarve Open no dia 18 de Novembro de 2015 no Vila Sol Golf & Resort com o Prof. Hans Arendzen. A partir de agora todos os jogadores interessados em jogar torneios internacionais de golfe adaptado poderão recorrer à avaliação de forma a obter o “Medical Pass”.

http://videos.sapo.pt/9M9BRHWrqZ7s3C5wYtzL?fbclid=IwAR2Cm_RgqX0GjFpdLmMEgl8CL2zyAKjgDcUL9B4joDJCyfatkfS795NaGeI

Reforço Muscular para “tratar” dor!

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É muito frequente, e até por aconselhamento médico, chegar-nos alguém a fazer o seguinte comentário: “Eu sofro da coluna, preciso de fazer um reforço muscular!”

No exame a estes pacientes, que muitas vezes são atletas, encontramos os músculos paravertebrais contracturados, porque não param de fazer o seu trabalho. Quando um músculo não pára de trabalhar, onde existe uma contração muscular constante, ele cria fibrose e vai achatar-se, para ser transformado em estruturas rígidas que respondem melhor a este trabalho constante. Para tratar estes músculos é necessário retirar as causas que provocam essa tensão muscular. Em 2º lugar, é necessário devolver o comprimento a tais cadeias musculares a fim de “desparasitá-las” das forças que estão a ser impressas sobre a coluna. É importante para o músculo conservar a sua capacidade de contração e a sua capacidade de alongamento (o músculo é um elástico vivo). Da alternância dos dois participam a qualidade e o volume do músculo. Em 3º lugar, é necessário devolver o ritmo à musculatura paravertebral para que ela tenha uma boa proprioceptividade na estática e na dinâmica (quando estamos parados e quando estamos a movimentar-nos). Este trabalho não deve ser descurado. As posturas de alongamento e as técnicas de inibição permitem devolver um bom equilíbrio muscular, mas é necessário que a musculatura profunda encontre a sua verdadeira vocação: cada fascículo monoarticular deve encontrar a mesma independência, ou seja o mesmo desembaraço que “os dedos de um pianista sobre o teclado vertebral”.
As mãos de um pianista não são feitas para transportar um piano, assim como os músculos paravertebrais não são feitos para movimentar a coluna mas sim para corrigir constantemente e reequilibrar os deslocamentos vertebrais. É assim muito importante compreender que esta musculatura deve estar devidamente relaxada enquanto os músculos do plano médio e superficial fazem os movimentos. Os músculos paravertebrais estão atentos e tem como objectivo corrigir os movimentos e o equilíbrio. A sua função é qualitativa e não quantitativa. A musculação não é para eles, não tenham jamais a triste ideia de dizer a um pianista para fazer musculação para as mãos.