Golfe com Síndrome de Down

Golfe com Síndrome de Down

 Decorrente de uma mutação genética, o Síndrome de Down (SD) ocorre em média 1 a cada 800 nascimentos, crescendo a incidência com o aumento da idade materna.

Respeitando as limitações, a criança com SD deve receber estímulos para se desenvolver, tal como outra criança da sua idade. Para tal, os portadores desta síndrome deverão ser estimulados desde crianças à prática regular de uma actividade física. O golfe é uma excelente opção, pois os seus benefícios são inúmeros.

É de todo importante que o portador de SD mantenha essa actividade física, pois vários estudos comprovam que pessoas portadoras de SD tendem a tornar-se sedentários, levando-as a desenvolver problemas como obesidade, diabetes, colesterol, hipertensão e doenças cardíacas.

Não há duvidas que o golfe, promotor da socialização, é uma ferramenta de inclusão social para portadores de SD, sendo também adequado para as suas características físicas e principalmente as suas necessidades. Com o Golfe, eles descobrem as suas capacidades corporais e cognitivas, desenvolvendo o equilíbrio, a coordenação motora, a estruturação espaço-temporal, o esquema corporal e a respiração, factores fundamentais para o desenvolvimento do portador de SD. Concluindo, o golfe promove o desenvolvimento global, aquisição de valores, quebra de preconceitos, contribuindo assim para uma melhor qualidade de vida.

Como e quando começar?

Para uma criança com SD formar bases para um desenvolvimento harmónico, o ideal é que ela seja estimulada precocemente num trabalho multidisciplinar. O Golfe deve ser inserido aos poucos através de aulas e jogos com regras simples. Deve-se estruturar um ambiente facilitador e adequado aos alunos, oferecendo experiências que vão resultar na melhoria do seu desenvolvimento.

O treinador deverá sempre que possível ser especializado em Golfe Adaptado e procurar informações mais específicas sobre Síndrome de Down.

Drenagem Linfática Manual

O sistema linfático é uma rede complexa de vasos e pequenas estruturas chamadas de nódulos linfáticos que transportam o fluido linfático (linfa) dos tecidos de volta para o sistema circulatório.

O sistema linfático é um importante componente do sistema imunológico, pois colabora com glóbulos brancos para proteção contra bactérias e vírus invasores.

Possui três funções inter-relacionadas:

Remoção dos fluidos em excesso dos tecidos corporais,

Absorção dos ácidos gordos e transporte subsequente da gordura para o sistema circulatório e,

Produção de células imunes (como linfócitos, monócitos e células produtoras de anticorpos conhecidas como plasmócitos).

Os vasos linfáticos têm a função de drenar o excesso de líquido que sai do sangue e envolve as células. Esse excesso de líquido que circula nos vasos linfáticos e é devolvido ao sangue chama-se linfa.

Funções da linfa:

Drenagem dos resíduos metabólicos e de água dos espaços intersticiais;

Reintegrar proteínas ao sangue;

Absorção de substâncias não absorvíveis pelos capilares venosos (como os ácidos gordos);

Conduzir ao sangue os elementos que atravessam a mucosa intestinal no processo de digestão (Ex: glicose, aa, …);

Defender o organismo das agressões de microrganismos e agentes tóxicos do interstício (infecções), conduzindo-os para os nódulos linfáticos onde sensibilizam o organismo ou são destruídos;

Conduzir os anticorpos (produzidos pelos linfócitos dos linfonodos) e os linfócitos para a corrente sanguínea.

Drenagem Linfática Manual pelo método de Leduc é uma técnica de massagem muito suave, mas muito eficaz, usada para mover a linfa. O terapeuta usará movimentos de bombeamento muito leves para mover a pele na direção dos vasos linfáticos, ativando o fluxo da linfa. Para começar, o terapeuta abrirá as grandes bombas linfáticas, que incluem a torácica (peito), clavicular (ombro/pescoço), axilar (axila) e inguinal (ancas/virilha); depois que as bombas principais forem abertas, os membros e as costas serão trabalhados. Ao manipular o sistema linfático, o terapeuta ajuda a apoiar o sistema imunológico do corpo, drenar edemas, ajudar o corpo a curar de qualquer lesão que tenha provocado um edema e auxilia na remoção natural de resíduos ou desintoxicação.

Massagem no Bébé

Um toque é suficiente para sabermos que não estamos sós no mundo. O sistema táctil é o primeiro a desenvolver-se no feto (7ª/8ª semana), a mielinizar-se e a tornar-se funcional. É através do sistema táctil que o bebé/criança recolhe primariamente informações acerca do seu corpo e das suas relações com o meio ambiente, funcionando como fonte de aprendizagem.

A massagem infantil funcionará como uma construção entre pais e bebé que terá como base amor, confiança, sincronia, calor, relaxamento, vínculo, calor e contacto visual.

A massagem no bebé é uma forma poderosa de comunicação que ajuda a fortalecer os laços emocionais dos pais com o bebé, aproximando-os ainda mais. A massagem do bebé é considerada como tendo efeitos positivos em todos os sistemas do corpo, nomeadamente:

  • Facilita o crescimento e o desenvolvimento dos recém-nascidos, das crianças e dos adolescentes;
  • Reduz o stress e induz o relaxamento;
  • Reduz alguns tipos de dor;
  • Promove alterações do sistema imunitário (diminui os níveis das hormonas do stress/catecolaminas e aumenta os níveis de serotonina);
  • Estimula o sistema circulatório e favorece o ritmo cardíaco e a respiração;
  • Facilita a digestão e a evacuação;
  • Aumenta o estado de alerta;
  • Diminui a depressão e ansiedade;
  • Aumento do peso;
  • Aumento da performance no desenvolvimento motor e da coordenação permitindo uma melhor organização nos movimentos;
  • Aumento da imagem corporal e auto-estima;
  • Promove um sono calmo;
  • Alívio da dor (com aparecimento dos dentes, obstipação);
  • Redução das cólicas;
  • Facilita a relação/vínculo pais-bebé;
  • Manutenção do bem-estar;
  • Permite o conhecimento do corpo e do seu bebé;
  • Aumenta a função endócrina.

Curso de Preparação para o Parto (Nascimento)

Parabéns aos três!

Nove meses de espera podem parecer demasiados longos e repletos de dúvidas, mas com a ajuda das aulas de preparação para o nascimento, os futuros papás poderão aproveitar esse período para viverem uma experiencia física e emocional única, num clima de tranquilidade.

 

Será que já sabem…

 

·         O que pode fazer para aliviar a azia, as pernas doridas e cansadas, as dores de costas, as dormências, entre outras queixas?

 

·         O que é uma contracção?

 

·         Quais os sinais que podem indicar que o parto está para breve e o que fazer perante cada um deles?

 

·         Quais as posições de alivio que pode adoptar para poder “gozar” as contracções?

 

·         E as respirações? Sabe para que servem e como podem ajudar durante o trabalho de parto?

 

·         Como deve fazer “força” para ajudar o seu bebé a nascer?

 

·         E o pai… já sabe como pode ajudar a mãe ao longo de toda a gravidez e durante o trabalho de parto?

 

·         Já pensaram se vão amamentar? E conhecem as vantagens do aleitamento materno?

 

  • Quais os cuidados que deve ter nas actividades do dia-a-dia do recém-nascido (banho, dormir, amamentar, vestir..)?

 

O fisioterapeuta poderá ainda ajudar a mãe a ultrapassar alguns desconfortos físicos, através:

 

·         Do ensino de alguns exercícios de alívio, alongamento ou relaxamento;

·         Do ensino sobre os cuidados a ter com as posições ao longo do dia, quer quando trabalha, quer quando descansa;

·         Da importância da actividade física na manutenção do bem-estar físico ao longo da gravidez;

·         Da identificação dos músculos do pavimentos pélvico e a aprender como contraí-los de modo a prevenir perdas de urina, durante a gravidez e no pós-parto:

Certamente terão várias dúvidas, algumas queixas ou mesmo a vontade de partilhar experiências com os outros, por isso criámos um espaço onde vos queremos ajudar!

Temas abordados nas sessões:

  • Resolução de Queixas
  • Alimentação da Grávida
  • Posturas e Exercícios de Alivio
  • Sinais de Parto
  • Massagem
  • Fases do Trabalho de Parto (TP)
  • Respirações
  • Enxoval Mãe e Bébé
  • Rotinas da Maternidade
  • Anestesia/Analgesia (Epidural)
  • Exercício e posições de alívio durante o TP
  • Como o Pai pode ajudar na gravidez e no TP
  • Amamentação
  • Cuidados Básicos com o Recém-nascido
  • Cuidados com a Mãe no Pós-Parto Imediato
  • Sessão Especial para os Pais ou Acompanhantes

 

As sessões de “preparação para o nascimento” iniciam-se por volta da 28ª e 30ª semana de gestação e podem ser frequentadas por qualquer grávida, desde que não haja contra-indicação médica.

 

O Programa de preparação para o parto da Lisboa Physio  é composto por 10 sessões (sensivelmente até a altura do parto), com a duração de 1 hora. Contamos sempre com a presença do casal, na impossibilidade de estar o pai presente a mãe poderá levar um acompanhante.

Shiatsu em Lisboa

O significado da palavra shiatsu é “pressão  como os dedos”, esta técnica é de origem japonesa e baseia-se na pressão não apenas dos dedos mas também dos cotovelos, joelhos e mãos sobre os pontos da acupuntura para trazer de volta o equilíbrio da energia do organismo.

Os praticantes do shiatsu acreditam numa força vital chamada ki que circular por todo organismo através de meridianos interligados entre si por todo o corpo.

Cada meridiano está ligado a um órgão ou função dentro do organismo por onde circula o ki, sendo que cada ki pode ser conectado em certos pontos chamados “pontos de acupuntura” ou como é conhecido em japonês “tsubos”.

Todos nós estamos enquadrados na categoria de pessoas “meio saudáveis”, já que nem sempre nossas energias estão totalmente equilibradas, daí a utilização do shiatsu como técnica preventiva que vem ajudar o organismo a buscar este equilíbrio através do fluxo da ki dentro dos meridianos.

O shiatsu tem como objetivo tratar a causa do problema e não apenas o problema em si. Como muitas vezes as causas são complexas e uma avaliação da situação física e psicológica do paciente demanda muita experiência e familiarização com o paciente, o ideal é que a técnica do shiatsu seja aplicada ao corpo todo.

Como foi explicado, toda doença é causada pelo excesso ou deficiência da ki.

Mas como sabemos se o organismo está com excesso ou deficiência da ki, já que não é nada visível?
Bom, com o passar do tempo o profissional aprende a sentir o excesso ou deficiência da ki no organismo do paciente através do contato com as diferentes partes do corpo. Portanto, o que conta é a experiência da pessoa que está aplicando a técnica.

É importante que a pessoa que aplica a técnica do shiatsu esteja vestido confortavelmente com roupas largas e leves assim como o paciente.