O que o Fisioterapeuta pode fazer por si, na área da Reumatologia

O fisioterapeuta actua na área de Reumatologia, intervindo nas seguintes patologias/deformações/lesões/sintomas:

A) Patologia Articular: artrites reumáticas (poliartrite reumatóide; mão, punho, cotovelo, ombro, pé, joelho e anca reumatóides), coluna cervical reumatóide, artrite temperomandibular, poliartrite juvenil, espondiloartrite anquilosante; artroses (coxartrose, gonartrose, omartrose, artrose acromioclavicular e esternoclavicular, artrose do cotovelo, punho e da mão, rizartrose, cervicartrose, lombartrose, espondilartrose, …), condromalácia, hérnias discais, …;

B) Patologia justa e extra-articular: periartrite escapuloumeral, tendinites do supra-espinhoso, infra-espinhoso, pequeno redondo e subescapular, tenossinovite da longa porção do bícipete, tendinite do deltóide, Síndrome de conflito sub-acromial, tendinite do angular da omoplata, epicondilites e epitrocleítes, tendinites do cubital anterior, bícipete e trícipete, periartrite da anca, pubalgias, tendinites do joelho, síndrome da faixa iliotibial, tendinites do tendão de aquiles, do tibial posterior, bursites, tenossinovite de De Quervain, Dupuytren, Fibromialgia, …;

C) Patologia óssea: osteoporose, osteomalacia, doença de Paget, osteonecroses assépticas, …;

D) Síndromes dolorosas da coluna e das raízes nervosas: cervicalgias, síndrome de Barré-Liéou, nevralgia de Arnold, cervicobraquialgia, dorsalgias, lombalgias, ciáticas, síndrome do piramidal, canal estreito lombar, sacralgias, …;

E) Síndromes dos canais e algias diversas: síndrome do desfiladeiro toracobraquial, neuropatias dos canais do nervo subescapular, síndrome do canal cárpico e társico, síndrome do redondo pronador, síndrome do canal de Guyon, síndrome da goteira epitrócleo-olecraniana, síndrome do tibial anterior, síndrome compartimental, …;

F) Enfermidades do colágeno: afecção de Kussmal-Maier, lúpus eritematoso, esclerodermia, polimiosites e dermatomiosites, …;

G) Patologia neuromuscular: miopatia ou distrofias musculares progressivas, miotonias, miastenia, miosite ossificante pós-traumática, cãimbras musculares, …;

A LisboaPhysio agora também na Margem Sul (Sobreda da Caparica)

A partir de Julho de 2010, a LisboaPhysio oferece os seus serviços a quem reside na Margem Sul ou a quem não se pode deslocar a Lisboa.

Em parceria com a Farmácia Palmeirim, poderá usufruir dos nossos tratamentos na Sobreda da Caparica num ambiente de saúde e bem-estar.

Para outras informações basta contactar-nos ou dirigir-se directamente à Farmácia Palmeirim e marcar já a sua hora!

Farmácia Palmeirim

Avenida da República, Torre B3, Loja A/B

2518-800 Sobreda

Drenagem Linfática Manual

O sistema linfático é uma rede complexa de vasos e pequenas estruturas chamadas de nódulos linfáticos que transportam o fluido linfático (linfa) dos tecidos de volta para o sistema circulatório.

O sistema linfático é um importante componente do sistema imunológico, pois colabora com glóbulos brancos para proteção contra bactérias e vírus invasores.

Possui três funções inter-relacionadas:

Remoção dos fluidos em excesso dos tecidos corporais,

Absorção dos ácidos gordos e transporte subsequente da gordura para o sistema circulatório e,

Produção de células imunes (como linfócitos, monócitos e células produtoras de anticorpos conhecidas como plasmócitos).

Os vasos linfáticos têm a função de drenar o excesso de líquido que sai do sangue e envolve as células. Esse excesso de líquido que circula nos vasos linfáticos e é devolvido ao sangue chama-se linfa.

Funções da linfa:

Drenagem dos resíduos metabólicos e de água dos espaços intersticiais;

Reintegrar proteínas ao sangue;

Absorção de substâncias não absorvíveis pelos capilares venosos (como os ácidos gordos);

Conduzir ao sangue os elementos que atravessam a mucosa intestinal no processo de digestão (Ex: glicose, aa, …);

Defender o organismo das agressões de microrganismos e agentes tóxicos do interstício (infecções), conduzindo-os para os nódulos linfáticos onde sensibilizam o organismo ou são destruídos;

Conduzir os anticorpos (produzidos pelos linfócitos dos linfonodos) e os linfócitos para a corrente sanguínea.

Drenagem Linfática Manual pelo método de Leduc é uma técnica de massagem muito suave, mas muito eficaz, usada para mover a linfa. O terapeuta usará movimentos de bombeamento muito leves para mover a pele na direção dos vasos linfáticos, ativando o fluxo da linfa. Para começar, o terapeuta abrirá as grandes bombas linfáticas, que incluem a torácica (peito), clavicular (ombro/pescoço), axilar (axila) e inguinal (ancas/virilha); depois que as bombas principais forem abertas, os membros e as costas serão trabalhados. Ao manipular o sistema linfático, o terapeuta ajuda a apoiar o sistema imunológico do corpo, drenar edemas, ajudar o corpo a curar de qualquer lesão que tenha provocado um edema e auxilia na remoção natural de resíduos ou desintoxicação.

Tratamento de Incontinência Urinária (Fisioterapia)

Nos últimos anos, houve um aumento considerável no número de novos métodos e técnicas de tratamento relativos à incontinência urinária.

Para além de procedimentos cirúrgicos e medicamentosos, a fisioterapia tem auxiliado, de forma relevante, o tratamento das alterações nos mecanismos de retenção e eliminação de urina .

Antes de falar sobre a incontinência, é preciso entender que o controle da urina é dito “normal “, ou seja , a palavra “continência”  é usada para descrever a capacidade normal de uma pessoa acumular urina, com controle consciente sobre o tempo e lugar para urinar.

Uma mistura de factores contribui para a continência, de modo que ela não depende apenas do estado e da integridade dos órgãos específicos incluídos e dos tecidos vizinhos que são importantes, mas também , da saúde geral – tanto física como mental – da pessoa integral.

O termo incontinência é aplicado para referir a perda involuntária de urina, a qual pode causar problemas sociais e de higiene definida pela Sociedade Internacional de Continência (S.I.C.).

A incontinência urinária acomete tanto indivíduos do sexo feminino, como do sexo masculino.  Nas mulheres, é decorrente de vários factores: alterações anatómicas do sistema urinário; alterações psicogênicas; problemas endocrinológicos; tumores do sistema geniturinário; efeitos colaterais medicamentosos; traumas pélvicos; infecções do sistema urinário; obesidade; esforço físico e transtornos neurológicos, etc…
Nos homens está presente, por exemplo, após uma cirurgia à próstata e é provavelmente a consequência de um dano anatómico durante a cirurgia.

A incontinência é, evidentemente, mais comum em mulheres e o risco aumenta com a idade. Cabe às mesmas, procurarem um tratamento mais específico com a fisioterapia . A reeducação da musculatura do pavimento pélvico e da parede abdominal  torna-se imperativo no programa de exercícios atribuído a pacientes que se encontram no período da menopausa, como forma preventiva ou até mesmo curativa da patologia, além de trazer benefícios à função sexual. A conscientização da contracção do pavimento pélvico é um factor importante no desempenho sexual.

A Fisioterapia tem um papel muito importante no tratamento, tonificando os músculos do pavimento pélvico e da parede abdominal, prevenindo o surgimento de uma futura incontinência, ou mesmo, de um prolapso uterino; cistocele (queda de bexiga); uretrocele (queda de uretra); rectocele (queda de recto) e enterocele (descida da vagina fazendo-a cair ou ficar saliente ). A fisioterapia tem, ainda, como objectivo, reeducar a bexiga; intervir no pré e pós-operatório intensificando os resultados cirúrgicos obtidos e melhorar a qualidade psicológica, inclusive sua auto-estima, e a qualidade de vida desses pacientes.

A fisioterapia, de modo especial, vem a cada dia ampliando seu espaço de trabalho nesta área e associa seus esforços a outros profissionais da saúde no sentido de integrar com dignidade, pessoas à sociedade.

A equipa Lisboa Physio disponibiliza para o tratamento da incontinência urinária as melhores técnicas e métodos mundiais actuais, entre os quais destacam-se: Pompoarismo (bolas de ben-wa), biofeedback, exercícios de Kegel, Electroestimulação, Ginástica Abdominal Hipopressiva, terapêuticas comportamentais, etc…

Acidente Vascular Cerebral (AVC) Conselhos Úteis

A recuperação depende da intervenção da Fisioterapia PRECOCE!

A LisboaPhysio coloca-se ao dispôr na reabilitação do utente com sequelas de AVC, com tratamentos de Fisioterapia na nossa clínica ou ao domicílio. Com a ajuda da Fisioterapia, conseguirá atingir este objectivo: RECUPERAR A SUA INDEPENDÊNCIA!

Como são prestados os cuidados de saúde?

A Fisioterapia é a chave para recuperar a marcha, integrar o lado afectado nas actividades diárias, prevenir dores e limitações de movimento, estimular a actividade de músculos afectados… Além das técnicas de reabilitação funcional, o Fisioterapeuta presta ainda apoio à família, em várias questões, nomeadamente no posicionamento (se estiver acamado), transferências, disposição das mobílias, aquisição e treino com auxiliares de marcha (só quando necessário), forma de vestir, técnicas de higiene e conforto.

A LisboaPhysio avalia cada caso clínico e determina o plano terapêutico mais adequado em função das expectativas do utente e da sua família.

Caso tenha sofrido um AVC ou conheça alguém que tenha sequelas decorrentes de um AVC, saiba que…

Deverá procurar iniciar a fisioterapia o mais precocemente possível, uma vez que os primeiros 6 meses de recuperação são cruciais. Este é o período durante o qual ocorrem as maiores evoluções, sendo que a recuperação com Fisioterapia deverá ser intensiva e, se possível, diária, iniciando logo assim que tenha alta hospitalar.

Algumas consequências do AVC…

O acidente vascular cerebral é uma das disfunções neurológicas que afecta mais pessoas, e talvez seja ainda uma das mais incapacitantes. A OMS classificou o AVC como a 3ª principal causa de morte nos países desenvolvidos, a seguir às doenças coronárias e ao cancro, sendo que é ainda a 2ª principal causa de morte na população acima dos 60 anos de idade.

Os sinais e sintomas característicos decorrentes do AVC variam de acordo com a área do Sistema Nervoso Central (SNC) afectada, podendo traduzir-se em défices dos níveis de consciência, do controlo motor, da sensibilidade, das funções visuais e da fala.

A intervenção dos cuidados de saúde deve ser sempre específica a cada condição, com objectivos e planos de reabilitação bem definidos. Para tal, o Fisioterapeuta desempenha o papel de facilitador da recuperação e o papel de educador, envolvendo sempre os utentes e as suas famílias no processo terapêutico.

A família do utente e/ou outros elementos cuidadores desempenham um papel fulcral na rentabilização das capacidades funcionais e, consequentemente, numa melhoria da qualidade de vida.