Programa Personal Golf Physio

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Este programa nasce da dedicação e paixão que Carlos Guerreiro tem pelo golfe e pela sua profissão, sendo este programa a junção destas duas paixões, através do investimento na formação contínua e complementar à licenciatura em Fisioterapia e ao curso de Treinador de Golfe.

 

  

Estrutura do Programa “Personal Golf Physio”

·         Avaliação Física Específica para o Golfe;

·         Rastreio Geral da Saúde (Lesões Antigas, etc…)

·         Sessões de Fisioterapia e Terapias Complementares (Reeducação Postural Global, Cadeias Musculares, Osteopatia, Pilates);

·         Prescrição de Exercícios de “Warm-Up” e de “Cool-Down”;

·         Prescrição de Exercício Físico aeróbio e anaeróbio;

·         Plano Alimentar;

·         Análise do Material Desportivo (calçado, tipo de vareta dos tacos, bolas, trolley, etc);

·         Acompanhamento Psicológico;

 

Assim, pretende-se com este programa melhorar não só o desempenho do jogador no campo de golfe, mas também a saúde e o bem-estar do jogador.

 

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Treino Aeróbio no Golfe

Treino Aeróbio

aerobio

O treino aeróbio visa fundamentalmente o desenvolvimento das funções cardíaca, circulatória e respiratória, provocadas pelo aumento da exigência de oxigénio no organismo por esforços físicos com uma predominância aeróbia.

Um programa de treino é constituído por três componentes básicos: a frequência (número de sessões semanais), o volume (duração) e a intensidade de exercício. A duração e a frequência são variáveis relativamente fáceis de monitorar.

Recomendações da American College of Sport Medicine (ACSM)
Frequência 3 a 5 dias por semana
Duração 15 a 60 minutos contínuos
Intensidade 60% a 90% da Fc máx ou 50% a 85% do VO2máx

Muitos estudos têm verificado que a frequência cardíaca (FC) e o consumo de oxigénio (VO2) são linearmente relacionados nas diversas intensidades sub-máximas de exercício. O conhecimento deste fenómeno permite a prescrição do exercício com base na %FC máx., ao invés da %VO2 máx., que requer complicadas e caras análises de gases.

Para descobrir a zona alvo de treino aplicamos a fórmula de Karvonen (1957), tanto para o limite inferior como para o superior:

Fórmula FcT = %T (Fcmáx – Fc rep.) + Fc rep.
Definições FcT = Frequência cardíaca de treino;
%T = percentual de treino;
Fcmáx = Frequência cardíaca máxima (FCmáx = 208 – 0,7 × idade);
Fc rep. = Frequência cardíaca de repouso.
Intensidade 60% a 90% da Fc máx ou 50% a 85% do VO2máx
Exemplo Um jogador de 22 anos e com uma Frequência cardíaca em repouso de 65 bpm, A que frequência cardia de treino deve treinar?
Resolução FCmáxima = 208 – 0,7 × idade = 208 – 0,7 × 22 = 192,6 bpm
FCreserva = FCmáxima – FCrepouso = 192,6 – 65 = 127,6 bpm
FCtreino = FCreserva × % + FCrepouso = % ×127,6 + 65
FCtreino a 70% =70% × 127,6 + 65 = 0,70 × 127,6 + 65 = 154,32 bpm
Resposta Deverá treinar a 154 bpm durante 15 a 60 minutos com a frequência entre 3 a 5 vezes por semana.

O treino aeróbio ou cardio-respiratório propicia a melhoria da capacidade da circulação central no fornecimento de oxigénio, assim como o melhor aproveitamento do oxigénio pelos músculos activados durante a execução do exercício, permitido ao indivíduo o desenvolvimento da capacidade de sustentar por um período longo de tempo, uma actividade física em condições de equilíbrio fisiológico.

Como descrito atrás, este tipo de treino aumenta a exigência de oxigénio no organismo, uma vez que o VO2 pode ser modificado pelo treino até certo ponto, pois estima-se que 90% da sua variabilidade é determinada geneticamente. Mas o condicionamento aeróbio é reversível assim como qualquer tipo de treino, ou seja, os efeitos benéficos do treino não são cumulativos, mas transitórios, independentemente dos anos de treino do atleta, processando-se com certa rapidez, após uma ou duas semanas.

As respostas ao treino aeróbio dependem de vários factores como o nível de aptidão inicial, a intensidade, a frequência e a duração do treino que terão de ser analisadas no indivíduo de uma forma longitudinal. Das respostas referidas destacam-se as seguintes:

Principais alterações do treino aeróbio
No músculo • O aumento do conteúdo de mioglobinas.
• Aumento da capacidade de oxidação dos carbohidratos e gorduras
Em repouso • Aumento do volume cardíaco
• Diminuição da frequência cardíaca
• Aumento do débito sistólico
• Aumento do volume sanguíneo e da quantidade hemoglobina total
• Hipertrofia dos músculos
No sistema de transporte de oxigénio • Discreta ou nenhuma alteração no consumo de oxigénio evidenciada pelo aumento da eficiência mecânica do praticante.
• Menor retenção de ácido láctico (ie. menor dor muscular pós o exercício)
• Diminuição ou nenhuma alteração do débito cardíaco ou rendimento cardíaco.
• Aumento do volume de ejecção sistólica ou débito sistólico pelo aumento da cavidade ventricular. Quanto maior o volume de sangue que chega a cavidade maior será a injecção sistólica.
• Diminuição da frequência cardíaca (um coração com batimento lento é mais eficiente, precisando de menos oxigénio para manter um nível satisfatório de débito cardíaco).
Na capacidade máxima de trabalho • Aumento da capacidade máxima de absorção de oxigénio – VO2 máx.
• Aumento da acumulação de ácido láctico
• Aumento do débito sistólico
• Diminuição ou nenhuma alteração da frequência cardíaca máxima.
No sistema respiratório • Aumento da ventilação pulmonar
• Aumento da eficiência respiratória
• Aumento dos volumes pulmonares
Outras alterações • Diminuição da gordura corporal, preservando o tecido magro do corpo.
• Redução dos níveis de colesterol e triglicerídeos.
• Redução da pressão arterial em repouso e durante o exercício.
• Melhoria da acomodação ao calor, permitindo-se a prática de exercício de maneira mais confortável em ambientes mais quentes.

Resumindo:

O treino aeróbio deve ser feito de 3 a 5 vezes por semana, em dias alternados para uma melhor recuperação do organismo. A duração da actividade deve ser no mínimo de 20 minutos podendo ou não ultrapassar o período de uma hora (conforme o condicionamento físico do executante). A intensidade deve ser na faixa de 50% a 85% do VO2 máx. ou podemos relacionar com a Fc max. de 60% a 90%, mesmo não sendo tão fidedigna quanto a faixa do VO2 máx., mas que traz uma maior praticabilidade no planeamento e controle do treino.

A eficácia da prescrição e da orientação das rotinas de exercícios físicos depende, em grande parte, da combinação adequada desses componentes, em que o domínio das informações relacionadas à produção de energia para o trabalho muscular é fundamental.

Aplicabilidade do treino aeróbio no Golfe

O desenvolvimento das funções pelo treino aeróbio não influencia a execução específica do swing. No entanto tem um efeito benéfico na performance, a nível da concentração e da coordenação motora.

No swing, a sua execução e a manutenção da postura correcta comporta custos energéticos ao organismo, que se vão acentuando ao longo de um percurso de golfe. A eficiência do movimento no final de um jogo está totalmente dependente do aparelho cardio-respiratório.

Quanto maior for a eficiência deste aparelho, melhor será a capacidade do organismo gerar a energia necessária à execução do swing, manutenção da postura, controlo motor de todos os grupos musculares envolvidos no movimento e a capacidade de concentração.

Como em todos os desportos, o golfe necessita de um treino de grande especificidade, é altamente técnico e é compreensível que os jogadores queiram gastar a maior parte do tempo possível a corrigir a técnica e a melhorar a estratégia de jogo. No entanto, sem uma condição física adequada terá dois factores contra: o cansaço e o aparecimento de dor e de lesões.

É habitual ver os jogadores amadores diminuírem o seu rendimento nos últimos 4-5 buracos, devido ao cansaço que se deve a uma debilidade da capacidade aeróbia.

Infelizmente, o ritmo relativamente lento de uma volta de golfe não poderá fornecer uma actividade aeróbia suficiente, fazendo com que seja necessário exercício específico. A condição física aeróbia pode ser atingida através de uma variedade de exercícios, tais como jogging, bicicleta, passadeira, elíptica, remo, etc.

Principais Benefícios do treino aeróbio para o golfe
1- Diminui a fadiga muscular, acelera a recuperação e evita a alteração da coordenação
2- Diminui os factores de risco coronário
3- Favorece o controlo de peso (melhorando a eficiência na utilização de gorduras e gasto calórico)
4- Melhora a concentração ao diminuir/retardar o cansaço
5- Aumenta a confiança

 

Benefícios do Exercício Físico no Golfe

De que forma o exercício físico beneficia o nível do jogo e a saúde do atleta?

Em primeiro lugar, devem-se ter em atenção as diferentes classes etárias a que pertencem os indivíduos que praticam golfe.

Independentemente da classe etária a que pertencer o praticante de golfe, o exercício físico trará grandes benefícios, não só ao nível do jogo, como também ao nível da saúde. Para os indivíduos de classes etárias mais elevadas, o treino assume maior importância uma vez que o processo de envelhecimento corporal ocasiona perda de flexibilidade, força, potência e coordenação musculares, bem como da eficiência cardiovascular.

Dito isto, reparemos nos benefícios que um bom condicionamento físico pode trazer dedicando apenas algumas horas semanais.

Benefícios do
Exercício Físico
Nível Fisiológico Regula os níveis de glucose
Estimula os níveis de adrenalina e noradrenalina
Melhora resistência cardiovascular
Provoca aumentos de força e resistência
Ajuda a preservar e a readquirir flexibilidade
Melhora equilíbrio e coordenação
Controlo da velocidade do movimento (que com a idade tem tendência a decrescer)
Nível
Psico-Social
Favorece o relaxamento
Melhora o bem-estar geral
Melhora o controlo motor
Proporciona novas aprendizagens
Melhora a qualidade de vida
Integra o indivíduo com a natureza e comunidade

Esses benefícios irão melhorar as qualidades físicas, denominadas de capacidades motoras, que se resumem em três grandes áreas:
1. Resistência
2. Força
3. Flexibilidade

De seguida serão definidos estes conceitos e os benefícios dos diferentes tipos de treino que melhoram as diferentes capacidades motoras do atleta.

Resistência Cardiovascular
A resistência cardiovascular define-se como a capacidade aeróbia. A capacidade aeróbia é a capacidade que o sistema cardiovascular possui para distribuir o sangue e o oxigénio aos músculos activos e de estes usarem o oxigénio e nutrientes para realizarem trabalho durante stress físico.

A capacidade aeróbia é influenciada por diversos factores tais como a pressão arterial, a frequência cardíaca, o colesterol, os níveis de triglicéridos, e ainda o nervosismo.

O facto de um jogador “não correr no campo” não implica que não esteja a realizar uma actividade na qual trabalha o sistema cardiovascular.

Se um jogador está ansioso ou se cansa nos últimos buracos, pondo-o mais nervoso, produz-se uma descarga de adrenalina que, por sua vez, leva a uma elevação da frequência cardíaca e da pressão arterial. Em consequência, os jogadores devem estar preparados para tolerar este incremento sem que este influencie negativamente sobre o rendimento.

Por este motivo, os jogadores de golfe deverão saber os valores do colesterol e os níveis de triglicéridos no sangue, bem como a resposta da tensão arterial ao exercício, para confirmar se jogam sem riscos.

O aumento da capacidade aeróbia faz com que os músculos tenham uma recuperação mais rápida e permite que a concentração se mantenha durante todo o jogo. Isto é indispensável para os golfistas sobretudo em partidas superiores a 4 horas, bem como em torneios que decorrem durante dias sucessivos.

Força e Resistência Muscular
A força muscular pode ser definida como a força ou tensão que um músculo ou, mais correctamente, um grupo muscular consegue exercer contra uma resistência, num esforço máximo.

A resistência muscular define-se como sendo a capacidade de um músculo ou grupo muscular realizar contracções repetidas contra uma carga ligeira por um longo período de tempo.

Como na maioria dos desportos, a fadiga muscular e o cansaço geral constituem factores chave na diminuição da performance dos golfistas. Para jogar bom golfe, é necessário ter boa técnica, estratégia de jogo, tranquilidade e lucidez mental.

As margens de erro são mínimas no golfe e pequenos níveis de cansaço muscular podem reduzir notavelmente o rendimento e os resultados. Quantas vezes vemos jogadores muito talentosos, que têem um bom desempenho nos primeiros dois dias de torneio, e que a partir do terceiro dia começam a piorar o seu jogo, caindo muitas posições. O motivo mais frequente é a fadiga, que não afecta só a performance física, como também a claridade mental para decidir qual é o taco adequado ou o tipo de shot mais conveniente. A fadiga muscular influencia directamente a concentração e a coordenação neuromuscular, essenciais para a correcta execução do swing. Por este motivo, é fundamental o trabalho de resistência e força muscular, uma vez que a ausência de fadiga é um dos factores associados à regularidade e à consistência do jogador de golfe.

Flexibilidade
A flexibilidade é definida como o grau de amplitude de uma articulação. É responsável pela execução de um movimento na amplitude articular máxima, dentro dos limites morfológicos e anatómicos, sem o risco de ocorrência de lesões.

A flexibilidade é importante na realização de determinados gestos desportivos e movimentos que, de outra forma, seriam impossíveis de ser realizados. No golfe este treino é primordial, tanto para a potência do swing, como para a precisão no jogo curto e na regularidade do jogo.

A flexibilidade aumenta a eficiência mecânica dos movimentos, fazendo com que o atleta tenha um desperdício menor de energia na execução das suas actividades, além de prevenir lesões e vícios posturais, reduzir as tensões musculares e auxiliar na melhoria da contractilidade muscular, factores que contribuirão para a maior qualidade da técnica do swing.