O que o Fisioterapeuta pode fazer por si, na área da Traumatologia e Ortopedia

O fisioterapeuta actua na área de Ortopedia, tanto como tratamento conservador, como nas fases pré e pós operatório das seguintes patologias/deformações/lesões/sintomas:

A) Malformações da Anca: luxação congénita da anca, coxa valga e coxa vara;

B) Deformações da coluna cervical e cintura escapular: anomalias congénitas da coluna cervical, sobreelevação congénita da omoplata, omoplatas aladas, báscula unilateral da omoplata, doença de P. Marie e Sainton, dorso curvo e torcicolo congénito;

C) Deformações do membro superior: inclinação cubital, polegar em adução;

D) Deformações Torácicas: tórax em funil (pectus excavatum), tórax em quilha (pectus carinatum), asas de Sigaud, depressões submamárias, tórax em ampulheta e outras assimetrias torácicas;

E) Anomalias da coluna lombosagrada: lombalização, sacralização, espondilolistese, espondilólise, retrolistese;

F) Deformações do pé: pés chatos, antepé chato, pé cavo, pé varo, pé valgo, metatarso varo, hálux valgo, hálux varo, hálux fletido, dedos em martelo, metatarsalgias, Síndrome de Dudley Morton;

G) Deformações do joelho e da perna: genu valgo, genu varo, genu recurvatum, genu flexus, instabilidades rotulianas, plicas sinoviais;

H) Osteodistrofias do crescimento: Legg-Perthes-Calvé, coxa vara, síndrome de Konig, doença de Scheuermann, doença de Kohler, síndrome de Iselin Setter, apofisite calcânea, acometimentos osteodistróficos do joelho, Osteocondrite vertebral infantil;

I) Desvios da coluna vertebral: escolioses, cifoses, hiperlordoses, torcicolo, inversões de curvatura;

J) Ortodontia: Deformações e malposições dentárias e maxilares, síndromes A.T.M.

Também na área de traumatologia o fisioterapeuta actua, tanto como tratamento conservador, como nas fases pré e pós operatório das seguintes patologias/deformações/lesões/sintomas:

A) Traumatismos da região escapular: fracturas da clavícula, omoplata e ombro; luxações do ombro, luxação acrómioclavicular, luxação esternoclavicular, entorses do ombro, ruptura da coifa dos rotadores, …;

B) Traumatismos da região braquial: fracturas da diáfise do úmero, ruptura da longa porção do bícipete, …;

C) Traumatismos do cotovelo: fracturas, luxações, entorses e contusões do cotovelo, …;

D) Traumatismos do antebraço: fracturas do antebraço (rádio e cúbito), síndrome de Volkmann, …;

E) Traumatismos do punho e da mão: fractura da extremidade distal do rádio e do cúbito, fractura de Pouteau-Colles, Luxação e entorse do punho, fracturas, luxações e entorses da mão; rupturas, dilacerações ou secções dos tendões da mão, feridas e queimaduras na mão, …;

F) Traumatismos nervosos do membro superior: paralisia do plexo braquial, lesões nervosas periférias, …;

G) Traumatismos da bacia e da anca: fracturas da bacia, luxação traumática da anca, fracturas da epífise superior do fémur, …;

H) Traumatismos da coxa: fracturas diafisárias do fémur, …;

I) Traumatismos do joelho: fracturas do joelho (extremidade inferior do fémur e extremidade superior da tíbia), fracturas da rótula, entorses do joelho, ligamentoplastia do ligamento cruzado anterior, lesões de menisco, ruptura do tendão rotuliano, luxações da rótula e do joelho, …;

J) Traumatismos da perna: fracturas diafisárias da perna (tíbia e peróneo), …;

K) Traumatismos do tornozelo: fracturas, entorses, luxações e contusões do tornozelo; ruptura do tendão de Aquiles, desinserção do gémeo interno, Tennis-Leg, …;

L) Traumatismos do pé: fracturas e luxações do astrágalo, fracturas do calcâneo, fracturas e luxações do tarso anterior, luxação de metatarso, fracturas dos metatarsos, fracturas dos dedos, entorses metatarso e interfalangicas, fractura dos sesamóides, …;

M) Traumatismos do tórax: contusões costais, fracturas das costelas, …;

N) Traumatismos da face: lesões ósseas, luxações, lesões das partes moles, …;

O) Traumatismos da coluna vertebral: fracturas, luxações e entorses da coluna cervical e dorsolombar, “Whiplash injury”, …;

O que o Fisioterapeuta pode fazer por si, na área da Reumatologia

O fisioterapeuta actua na área de Reumatologia, intervindo nas seguintes patologias/deformações/lesões/sintomas:

A) Patologia Articular: artrites reumáticas (poliartrite reumatóide; mão, punho, cotovelo, ombro, pé, joelho e anca reumatóides), coluna cervical reumatóide, artrite temperomandibular, poliartrite juvenil, espondiloartrite anquilosante; artroses (coxartrose, gonartrose, omartrose, artrose acromioclavicular e esternoclavicular, artrose do cotovelo, punho e da mão, rizartrose, cervicartrose, lombartrose, espondilartrose, …), condromalácia, hérnias discais, …;

B) Patologia justa e extra-articular: periartrite escapuloumeral, tendinites do supra-espinhoso, infra-espinhoso, pequeno redondo e subescapular, tenossinovite da longa porção do bícipete, tendinite do deltóide, Síndrome de conflito sub-acromial, tendinite do angular da omoplata, epicondilites e epitrocleítes, tendinites do cubital anterior, bícipete e trícipete, periartrite da anca, pubalgias, tendinites do joelho, síndrome da faixa iliotibial, tendinites do tendão de aquiles, do tibial posterior, bursites, tenossinovite de De Quervain, Dupuytren, Fibromialgia, …;

C) Patologia óssea: osteoporose, osteomalacia, doença de Paget, osteonecroses assépticas, …;

D) Síndromes dolorosas da coluna e das raízes nervosas: cervicalgias, síndrome de Barré-Liéou, nevralgia de Arnold, cervicobraquialgia, dorsalgias, lombalgias, ciáticas, síndrome do piramidal, canal estreito lombar, sacralgias, …;

E) Síndromes dos canais e algias diversas: síndrome do desfiladeiro toracobraquial, neuropatias dos canais do nervo subescapular, síndrome do canal cárpico e társico, síndrome do redondo pronador, síndrome do canal de Guyon, síndrome da goteira epitrócleo-olecraniana, síndrome do tibial anterior, síndrome compartimental, …;

F) Enfermidades do colágeno: afecção de Kussmal-Maier, lúpus eritematoso, esclerodermia, polimiosites e dermatomiosites, …;

G) Patologia neuromuscular: miopatia ou distrofias musculares progressivas, miotonias, miastenia, miosite ossificante pós-traumática, cãimbras musculares, …;

III Edição Lisboa Physio Golf Cup

3ª Edição Lisboa Physio Golf Cup – 2011

Realizou-se no dia 21 de Maio de 2011 a terceira edição do Lisboa Physio Golf Cup, um torneio anual realizado na Aldeia dos Capuchos e organizado pela Lisboa Physio.

O torneio foi em formato de shot-gun com início às 9h00 horas, sendo a modalidade escolhida pela organização stroke-play das marcas brancas de forma a proporcionar uma enorme competição entre os participantes.

Com um dia fantástico para a prática de golfe, com pouco vento e temperaturas a rondarem os 20º, os jogadores mantiveram a boa disposição e a competitividade.

De salientar que o Clube de Golfe da Aldeia dos Capuchos apresentou o campo de forma excelente, que foi apreciado por todos os participantes.

Tendo todos os participantes terminado as duas voltas ao campo (9+9), o vencedor foi Carlos Alberto Guerreiro que cumpriu o par do campo (58 pancadas), apesar de ter estado com 2 pancadas abaixo do par quando só faltavam 4 buracos. Assim, o vencedor deixou o segundo classificado António Figueiredo a 7 pancadas (65 pancadas), ganhando o desempate pelo handicap mais alto para o terceiro classificado Bento Louro (vencedor do torneio em 2010).

Na categoria Net, bastante renhida, com quatro jogadores com 54 pancadas Net, o critério de desempate pelo handicap mais baixo, deu a vitória a Carlos Alberto Guerreiro, seguido de António Figueiredo, Manuel Calçada e Virgílio Borges.

Quanto à categoria de Golfe Adaptado, o vencedor foi André Caldeira, jogador da Selecção Nacional de Golfe para Surdos, com 91 pancadas, ganhando ao segundo classificado Rui Lourenço, jogador bi-amputado dos membros inferiores, que fez o seu primeiro torneio.   

Houve ainda 7 prémios Nearest to the Pin, o que proporcionou ainda mais emoção no decorrer do jogo.

Este torneio teve o apoio da agência de viagens Vencituris, da Pinalta, da Miaki Card, drivingrangeweb, e claro, do Clube de Golfe da Aldeia dos Capuchos.

Carlos Alberto Guerreiro – Vencedor Gross
António Figueiredo – 2º Classificado Gross
André Caldeira – Vencedor Categoria de Golfe Adaptado
Rui Lourenço – 2º Classificado na Categoria de Golfe Adaptado

Mais fotografias em: https://picasaweb.google.com/103366159665338037665/IIILisboaPhysioGolfCup?authkey=Gv1sRgCNSmmKDesNj3SA&feat=directlink

Golfe Adaptado – uma ferramenta terapêutica

Golfe Adaptado – Uma ferramenta terapêutica

Deficiência é o termo utilizado para definir a ausência ou disfunção de uma estrutura psíquica, fisiológica ou anatómica. Actualmente, esta palavra é considerada inapropriada, podendo promover o preconceito em detrimento do respeito ao valor integral da pessoa.

A deficiência pode ser qualquer coisa que se desvia do normal. Normalmente, mediante este conceito, só pensamos em patologias graves como paralisia cerebral, esclerose multipla, espinha bífida, deficiência visual, acidente cerebral vascular, displasia da anca ou lesão medular como “deficiência”, quando na verdade, a deficiência pode ser qualquer coisa mais natural, que resulte ou não em algum tipo de incapacidade, tal como: artrose da anca, hérnia discal, artrite reumatóide, desigual comprimento dos membros inferiores e superiores, controle muscular diminuído, problemas de equilíbrio, entre muitos outros.

O Golfe como ferramenta terapêutica:

Mesmo que uma pessoa deficiente tenha recebido tratamentos de óptima qualidade, num hospital, clínica ou outro centro especializado, é provável que ainda tenha limitações significativas e, ao retornar à sociedade, pode perder algumas das capacidades que possuía. As actividades desportivas, classificadas de acordo com o grau de capacidade e o tipo de deficiência, são uma excelente oportunidade para se continuar a reabilitação e adquirir novas habilidades fora do hospital.

O desporto promove grandes benefícios, tanto sociais quanto psicológicos. A maioria dos países possui uma estrutura para a realização de actividades desportivas, em geral gratuitas, para deficientes. Grande parte dos desportos praticados nesses eventos é adaptada às deficiências dos atletas e há inclusive, competições de nível internacional.

Na década de 50 surgiram as primeiras associações de golfe adaptado (National Amputee Golf Association), porém só nos últimos anos é que o golfe adaptado se começou a desenvolver, com a fundação de clubes de golfe e associações de golfe adaptado na Europa. Em Portugal, fala-se já da criação de um comité de golfe adaptado. Foi com agrado que li esta notícia, pois lido todos os dias com pessoas deficientes e quero que elas tenham pelo menos o prazer de conhecer e experimentar o melhor desporto do mundo. Fico assim atento para ver como vai decorrer este novo projecto da FPG.

No golfe as populações especiais mais encontradas são: os amputados (tanto dos membros inferiores como superiores), paraplégicos (estes que necessitam ou não de uma cadeira especial quanto começarem a jogar no campo – Single Rider Golf Car) e pessoas com deficiência mental, como é o caso da Síndrome de Down.

Golfe Adaptado

Este tipo de programa é destinado às pessoas que tem algum tipo de incapacidade física ou mental, desde pessoas que sofreram um acidente vascular cerebral, uma amputação, artrite, displasia da anca, lesão medular, a pessoas amblíopes ou cegas, e outro tipo de incapacidade, quer seja adquirida ou inata.

A aprendizagem pode começar desde o hospital, clínica ou centro de recuperação, passando pelo driving range, terminando no campo propriamente dito, recorrendo a equipamento e/ou técnicas de golfe adaptadas aprendidas por profissionais qualificados.

Após esta aprendizagem os jogadores estarão aptos para jogar torneios locais, competindo de igual forma com os outros jogadores na modalidade net através do sistema de handicaps.

É evidente o benefício que o golfe pode trazer a cada indivíduo e se pensarmos que as pessoas com necessidades especiais conseguem melhorar o controlo motor, o equilíbrio e a coordenação, a resistência cardiovascular, a participação (reintegração) social e auto-estima, então não restam dúvidas da importância que tem este desporto nobre, no desenvolvimento do jogador e das suas capacidades.

Resta-me informar que os interessados em aprender ou aperfeiçoar golfe adaptado, a LisboaPhysio iniciou desde 2010 este tipo de aulas.

Golfe com Síndrome de Down

Golfe com Síndrome de Down

 Decorrente de uma mutação genética, o Síndrome de Down (SD) ocorre em média 1 a cada 800 nascimentos, crescendo a incidência com o aumento da idade materna.

Respeitando as limitações, a criança com SD deve receber estímulos para se desenvolver, tal como outra criança da sua idade. Para tal, os portadores desta síndrome deverão ser estimulados desde crianças à prática regular de uma actividade física. O golfe é uma excelente opção, pois os seus benefícios são inúmeros.

É de todo importante que o portador de SD mantenha essa actividade física, pois vários estudos comprovam que pessoas portadoras de SD tendem a tornar-se sedentários, levando-as a desenvolver problemas como obesidade, diabetes, colesterol, hipertensão e doenças cardíacas.

Não há duvidas que o golfe, promotor da socialização, é uma ferramenta de inclusão social para portadores de SD, sendo também adequado para as suas características físicas e principalmente as suas necessidades. Com o Golfe, eles descobrem as suas capacidades corporais e cognitivas, desenvolvendo o equilíbrio, a coordenação motora, a estruturação espaço-temporal, o esquema corporal e a respiração, factores fundamentais para o desenvolvimento do portador de SD. Concluindo, o golfe promove o desenvolvimento global, aquisição de valores, quebra de preconceitos, contribuindo assim para uma melhor qualidade de vida.

Como e quando começar?

Para uma criança com SD formar bases para um desenvolvimento harmónico, o ideal é que ela seja estimulada precocemente num trabalho multidisciplinar. O Golfe deve ser inserido aos poucos através de aulas e jogos com regras simples. Deve-se estruturar um ambiente facilitador e adequado aos alunos, oferecendo experiências que vão resultar na melhoria do seu desenvolvimento.

O treinador deverá sempre que possível ser especializado em Golfe Adaptado e procurar informações mais específicas sobre Síndrome de Down.